domingo, 30 de novembro de 2008

Tu t'en vas


Se eu pudesse eu te diria:

Fique comigo!

Sobre meu coração e alma cai uma lágrima

Eu não tenho mais direção...

Eu só quero que você fique por aqui

Pra eu poder sussurrar pra você...

Mas quando minha pele nua se arrepia sob teus dedos

E eu vejo em teus olhos

Que é ela que você quer...

Você se vai, me deixando sozinha pra trás

Você se vai, e meu coração se estilhaça

Você se vai, arrancando um pedaço de mim

Mas... ainda assim, você se vai...

Toda vez... reencontre aqueles que te pertencem!

Reencontre aquela que te fez sentir em seu lar!

Me destruindo eu sorrio pra você,

Eu não posso mais falar...

Eu guardo isso dentro de mim, e marco em meus braços cada dia...

Dias à te esperar, à morrer, me chateando com você...

Eu queria ter a coragem de ir te dizer tudo

Mas se você nem ao menos olha pra mim,

Como eu posso te ter por perto?

Você se vai, me deixando sozinha pra trás

Você se vai, e meu coração se estilhaça

Você se vai, arrancando um pedaço de mim

Mas... ainda assim, você se vai...

É a última vez...

Eu não passo de uma segunda voz...

Aquela que seu coração não escutará...

Vá reencontrar aquela que te ama... em teu lar...

Você se vai...

Você se vai...

Você se vai...
Lara Fabian

Eu Tenho um Sonho


Eu tenho um sonho

Uma canção a cantar

Para me ajudar a lidar

Com qualquer coisa

Se eu ver o milagre

De um sonho de fadas

Você vai levar o futuro

Mesmo se você falhar

Eu acredito em anjos

Algo bom dentro

De tudo que eu vejo

Eu acredito em anjos

Quando eu sei às vezes

É correto para mim

Eu cruzarei a corrente

Eu tenho um sonho

Eu tenho um sonho

Uma fantasia

Para me ajudar completamente

Realidade
E meu destino

Faço valioso quando

Ainda com outra milha

Eu acredito em anjos

Algo bom dentro

De tudo que eu vejo

Eu acredito em anjos

Quando eu sei às vezes

É correto para mim

Eu cruzarei a corrente

Eu tenho um sonho

ABBA

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

PEDAÇOS DE MIM


Eu sou feito de

Sonhos interrompidos

detalhes despercebidos

amores mal resolvidos

Sou feito de

Choros sem ter razão

pessoas no coração

atos por impulsão

Sinto falta de

Lugares que não conheci

experiências que não vivi

momentos que já esqueci

Eu sou

Amor e carinho constante

distraída até o bastante

não paro por instante



Tive noites mal dormidas

perdi pessoas muito queridas

cumpri coisas não-prometidas

Muitas vezes eu

Desisti sem mesmo tentar

pensei em fugir,para não enfrentar

sorri para não chorar

Eu sinto pelas

Coisas que não mudei

amizades que não cultivei

aqueles que eu julguei

coisas que eu falei

Tenho saudade

De pessoas que fui conhecendo

lembranças que fui esquecendo

amigos que acabei perdendo

Mas continuo vivendo e aprendendo.

Martha Medeiros

(Até tentei pensar em algo mais pra dizer, este poema você diz com a cabeça... Fazendo sinal de aprovação)

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Esconderijo



Meu esconderijo, nem meus amigos conhecem
Fica perto do mar e longe dos marujos

Assim, quando triste me sinto
Sem alento e aflito
Não hesito - vou pra lá
E conforto meu espírito

Meu esconderijo fica além das montanhas
E o caminho que leva até lá não conto nem explico

Por isso, quando alegre me tenho
Com a alma em estado de festa
Também vou pra lá
Sem alarde e sem tumulto

Meu esconderijo é cercado de armadilhas
Espalhadas pelas trilhas que levam ao sétimo céu

Por isso, quando o tempo é de amores
E as vidas são plenas
O fim da jornada são águas
Que esperam pela tempestade

Meu esconderijo é segredo bem guardado
Desenho feito com os dedos nas janelas da meninice

E assim, quando cumprir o meu destino
E a vida for serena fonte de aquarela
Serei parte de um deserto
E meu segredo apenas uma estrela
Marco Araújo

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Alma De Mulher


Nada mais contraditório do que ser mulher ...

Mulher que pensa com o coração,

age pela emoção e vence pelo amor.

Que vive milhões de emoções num só dia e

transmite cada uma delas, num único olhar.

Que cobra de si a perfeição e vive

arrumando desculpas para os erros,

daqueles a quem ama.

Que hospeda no ventre outras almas, da a luz

e depois fica cega, diante da beleza dos filhos que gerou.

Que dá as asas, ensina a voar mas não quer ver partir

os pássaros, mesmo sabendo que eles não lhe pertencem.

Que se enfeita toda e perfuma o leito, ainda

que seu amor nem perceba mais tais detalhes.

Que como uma feiticeira transforma

em luz e sorriso as dores que sente na alma,

só pra ninguém notar.

E ainda tem que ser forte, pra dar os ombros

para quem neles precise chorar.

Feliz do homem que por um dia souber,

entender a Alma da Mulher !!!
Autor desconhecido

Braços Da Saudade.



Braços da saudade, longos e atentos

Nos laça de repente, sem dor, sem pena

Nos aperta e extrai de nós

O sentimento mais íntimo e profundo: "A falta de alguém"

E nesse derramar de emoções

Podemos ver atravéz do vazio

Uma silueta doce e alvoroçada

Que é a vontade de estar ao lado

De rever, de ouvir, de sentir, de sorrir.

São esses braços longos e atentos

Que nos conduzem de volta aos nossos amigos, amores, enfim

São esses braços longos da saudade que me fizeram escrever isso pra ti.

Juscelino Maciel

Aos Poetas Clássicos





Poetas niversitário,
Poetas de Cademia,
De rico vocabularo
Cheio de mitologia;
Se a gente canta o que pensa,
Eu quero pedir licença,
Pois mesmo sem português
Neste livrinho apresento
O prazê e o sofrimento
De um poeta camponês.
Eu nasci aqui no mato,
Vivi sempre a trabaiá,
Neste meu pobre recato,
Eu não pude estudá.
No verdô de minha idade,
Só tive a felicidade
De dá um pequeno insaio
In dois livro do iscritô,
O famoso professô
Filisberto de Carvaio.

No premêro livro havia
Belas figuras na capa,
E no começo se lia:
A pá — O dedo do Papa,
Papa, pia, dedo, dado,
Pua, o pote de melado,
Dá-me o dado, a fera é má
E tantas coisa bonita,
Qui o meu coração parpita
Quando eu pego a rescordá.

Foi os livro de valô
Mais maió que vi no mundo,
Apenas daquele autô
Li o premêro e o segundo;
Mas, porém, esta leitura,
Me tirô da treva escura,
Mostrando o caminho certo,
Bastante me protegeu;
Eu juro que Jesus deu
Sarvação a Filisberto.

Depois que os dois livro eu li,
Fiquei me sintindo bem,
E ôtras coisinha aprendi
Sem tê lição de ninguém.
Na minha pobre linguage,
A minha lira servage
Canto o que minha arma sente
E o meu coração incerra,
As coisa de minha terra
E a vida de minha gente.

Poeta niversitaro,
Poeta de cademia,
De rico vocabularo
Cheio de mitologia,
Tarvez este meu livrinho
Não vá recebê carinho,
Nem lugio e nem istima,
Mas garanto sê fié
E não istruí papé
Com poesia sem rima.

Cheio de rima e sintindo
Quero iscrevê meu volume,
Pra não ficá parecido
Com a fulô sem perfume;
A poesia sem rima,
Bastante me disanima
E alegria não me dá;
Não tem sabô a leitura,
Parece uma noite iscura
Sem istrela e sem luá.

Se um dotô me perguntá
Se o verso sem rima presta,
Calado eu não vou ficá,
A minha resposta é esta:
— Sem a rima, a poesia
Perde arguma simpatia
E uma parte do primô;
Não merece munta parma,
É como o corpo sem arma
E o coração sem amô.

Meu caro amigo poeta,
Qui faz poesia branca,
Não me chame de pateta
Por esta opinião franca.
Nasci entre a natureza,
Sempre adorando as beleza
Das obra do Criadô,
Uvindo o vento na serva
E vendo no campo a reva
Pintadinha de fulô.

Sou um caboco rocêro,
Sem letra e sem istrução;
O meu verso tem o chêro
Da poêra do sertão;
Vivo nesta solidade
Bem destante da cidade
Onde a ciença guverna.
Tudo meu é naturá,
Não sou capaz de gostá
Da poesia moderna.

Dêste jeito Deus me quis
E assim eu me sinto bem;
Me considero feliz
Sem nunca invejá quem tem
Profundo conhecimento.
Ou ligêro como o vento
Ou divagá como a lêsma,
Tudo sofre a mesma prova,
Vai batê na fria cova;
Esta vida é sempre a mesma.




* 05/03/1909 - † 08/07/2002
"Eu sou de uma terra que o povo padece
Mas não esmorece e procura vencer.
Da terra querida, que a linda cabocla
De riso na boca zomba no sofrê
Não nego meu sangue, não nego meu nome.
Olho para a fome , pergunto: que há ?
Eu sou brasileiro, filho do Nordeste,
Sou cabra da Peste, sou do Ceará."


Antônio Gonçalves da Silva, conhecido em todo o Brasil como Patativa do Assaré, referência ao município que nasceu. Analfabeto "sem saber as letra onde mora ", como diz num de seus poemas, sua projeção em todo o Brasil se iniciou na década de 50, a partir da regravação de "Triste Partida", toada de retirante gravada por Luiz Gonzaga.
Freqüentou a escola por apenas quatro meses, a sua vocação de poeta, cantador da existência e cronista das mazelas do mundo despertou cedo, aos cinco anos já exercitava seu versejar. A mesma infância que lhe testemunhou os primeiros versos presenciaria a perda da visão direita, em decorrência de uma doença, segundo ele, chamada "mal d'olhos".
Seus livros foram publicados ocasionalmente por pesquisadores e músicos amigos e, parceria com pequenos selos tipográficos e hoje são relíquias para os colecionadores da literatura nordestina.

sábado, 22 de novembro de 2008


Não existe o esquecimento total: as pegadas impressas na alma são indestrutíveis.

(Thomas De Quincey)

SE


Se podes conservar o teu bom senso e a calma

No mundo a delirar para quem o louco és tu...

Se podes crer em ti com toda a força de alma

Quando ninguém te crê...

Se vais faminto e nu,

Trilhando sem revolta um rumo solitário...

Se à torva intolerância, à negra incompreensão,

Tu podes responder subindo o teu calvário

Com lágrimas de amor e bênçãos de perdão...

Se podes dizer bem de quem te calunia...

Se dás ternura em troca aos que te dão rancor

(Mas sem a afectação de um santo que oficia

Nem pretensões de sábio a dar lições de amor)...

Se podes esperar sem fatigar a esperança...

Sonhar, mas conservar-te acima do teu sonho...

Fazer do pensamento um arco de aliança,

Entre o clarão do inferno e a luz do céu risonho...

Se podes encarar com indiferença igual

O triunfo e a derrota, eternos impostores...

Se podes ver o bem oculto em todo o mal

E resignar sorrindo o amor dos teus amores...

Se podes resistir à raiva e à vergonha

De ver envenenar as frases que disseste

E que um velhaco emprega eivadas de peçonha

Com falsas intenções que tu jamais lhes deste...

Se podes ver por terra as obras que fizeste,

Vaiadas por malsins, desorientando o povo,

E sem dizeres palavra, e sem um termo agreste,

Voltares ao princípio a construir de novo...

Se puderes obrigar o coração e os músculos

A renovar um esforço há muito vacilante,

Quando no teu corpo, já afogado em crepúsculos,

Só exista a vontade a comandar avante...

Se vivendo entre o povo és virtuoso e nobre...

Se vivendo entre os reis, conservas a humildade...

Se inimigo ou amigo, o poderoso e o pobre

São iguais para ti à luz da eternidade...

Se quem conta contigo encontra mais que a conta...

Se podes empregar os sessenta segundos

Do minuto que passa em obra de tal monta

Que o minute se espraie em séculos fecundos...

Então, á ser sublime, o mundo inteiro é teu!

Já dominaste os reis, os tempos, os espaços!...

Mas, ainda para além, um novo sol rompeu,

Abrindo o infinito ao rumo dos teus passos.

Pairando numa esfera acima deste plano,

Sem receares jamais que os erros te retomem,

Quando já nada houver em ti que seja humano,

Alegra-te, meu filho, então serás um homem!...

(RUDYARD KIPLING

- tradução de Féliz Bermudes)

Parecemos tão livres - e estamos tão encadeados...

( Robert Browning)

A noite abre as flores em silêncio e deixa que o dia receba os agradecimentos.

(Tagore)

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Decifra-me


Decifra-me
Não venha me falar de razão,

Não me cobre lógica,

Não me peça coerência,

Eu sou pura emoção.

Tenho razões e motivações próprias,

Sou movido por paixão,

Essa é minha religião e minha ciência.
Não meça meus sentimentos,


Nem tente compará-los a nada,

Deles sei eu,

Eu e meus fantasmas,

Eu e meus medos,

Eu e minha alma.

Sua incerteza me fere,

Mas não me mata.

Suas dúvidas me açoitam,

Mas não deixam cicatrizes.
Não me fale de nuvens,


Eu sou Sol e Lua,

Não conte as poças,

Eu sou mar,

Profundo, intenso, passional.

Não exija prazos e datas,

Eu sou eterno e atemporal.
Não imponha condições,


Eu sou absolutamente incondicional.

Não espere explicações,

Não as tenho, apenas aconteço,

Sem hora, local ou ordem.

Vivo em cada molécula,

Sou o todo e sou uno,

Você não me vê,

Mas me sente.
Estou tanto na sua solidão,


Quanto no meu sorriso.

Vive-se por mim,

Morre-se por mim,

Sobrevive-se sem mim.

Eu sou começo e fim,

E todo o meio.
Sou seu objetivo,


Sua razão que a razão

Ignora e desconhece.

Tenho milhões de definições,

Todas certas,

Todas imperfeitas,

Todas lógicas apenas

Em motivações pessoais,

Todas corretas,

Todas erradas.
Sou tudo,


Sem mim, tudo é nada.

Sou amanhecer,

Sou Fênix,

Renasço das cinzas,

Sei quando tenho que morrer,

Sei que sempre irei renascer.

Mudo protagonista,

Nunca a história.
Mudo de cenário,


Mas não de roteiro.

Sou música,

Ecôo, reverbero, sacudo.

Sou fogo,

Queimo, destruo, incinero.

Sou água,

Afogo, inundo, invado.

Sou tempo,

Sem medidas, sem marcações.

Sou clima,
Proporcional a minha fase.

Sou vento,
Arrasto, balanço, carrego.

Sou furacão,

Destruo, devasto, arraso.

Mas sou tijolo,

Construo, recomeço...

Sou cada estação,
No seu apogeu e glória.


Sou seu problema

E sua solução.

Sou seu veneno

E seu antídoto
Sou sua memória

E seu esquecimento.

Eu sou seu reino, seu altar

E seu trono.
Sou sua prisão,


Sou seu abandono e

Sou sua liberdade.

Sua luz,
Sua escuridão

E seu desejo de ambas,

Velo seu sono...

Poderia continuar me descrevendo

Mas já te dei uma idéia do que sou.

Muito prazer, tenho vários nomes,

Mas aqui, na sua terra,

Chamam-me de AMOR.
(desconheço o autor)

sábado, 15 de novembro de 2008

SUICÍDIO DA RAZÃO


Poema lindo, tocante, que evidencia a sensibilidade da escritora.

Recomendo aos amantes das coisas boas da vida.

A obsessiva lucidez

me aborrece;

sou capaz de afundar num riosonhos e fantasias.

Porém se atiro à água

o meu olho,

ele bóia – e fita o mundo.

E me investiga.

Volta a sensação nítida

– e ela incomoda um bocadinho –

de que eu sinto apenas saudadede algo que nunca existiu.

Vou pegar minha lucideze enterrá-la na areia.

Depois me sento por cima

como já fiz à minha vida.

Rina Bogliolo Sirihal

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

BARCO FANTASMA



Se tens ainda nas veias
Aquele sangue das vinhas
Se tens o gosto da oliva
Que antes tu tinhas, ha
Por mais que os barcos te levem
Por mais que ainda te entregues
Por mais que o corpo aceite
A alma não segue
Por mais feliz que tu sejas
Por mais que tenhas a mesa
Inda não é tu mesa
Que tanto desejas, ah
Por mais que ainda escondas
Ha sempre um Tejo nos quadros
Nos azulejos dos bares
Nos olhos molhados
Por mais que colhas o cravo
Por mais que tu creias
Inda não é teu cravo
Do campo e da aldeia
Por mais que te sintas em casa
Por mais que tenhas afeto
Inda não é tua casa
Teu canto, teu teto
Sonhas c'um barco fantasma
Sempre levando teu corpo
Pra junto d'alma que espera
Fincada no porto.
Ivan Lins

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Vale ressaltar que tudo isto você já pratica no seu dia a dia.
"Se eu pudesse deixar algum presente a você,

deixaria aceso o sentimento de amor à vida dos seres humanos.

A consciência de aprender tudo o que nos foi ensinado pelo tempo afora.

Lembraria os erros que foram cometidos, como sinais para que não mais se repetissem.

A capacidade de escolher novos rumos.

Deixaria para você, se pudesse, o respeito aquilo que é indispensável:

alem do pão, o trabalho e a ação.

E, quando tudo mais faltasse, para você eu deixaria, se pudesse, um segredo.

O de buscar no interior de si mesmo a resposta para encontrar a saída."

Mahatma Ghandi

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

AOS NOSSOS FILHOS


Olha as minhas meninas
As minhas meninas
Pra onde é que elas vão
Se já saem sozinhas
As notas da minha canção
Vão as minhas meninas
Levando destinos
Tão iluminados de sim
Passam por mim
E embaraçam as linhas
Da minha mão
As meninas são minhas Só minhas
Na minha ilusão
Na canção cristalina
Da mina da imaginação
Pode o tempo marcar seus caminhos
Nas faces com as linhas
Das noites de não
E a solidão maltratar as meninas
As minhas não
As meninas são minhas
Só minhas
As minhas meninas
Do meu coração
Chico Buarque



Perdoem a cara amarrada, perdoem a falta de abraço

Perdoem a falta de espaço, os dias eram assim

Perdoem por tantos perigos, perdoem a falta de abrigo

Perdoem a falta de amigos, os dias eram assim

Perdoem a falta de folhas, perdoem a falta de ar

Perdoem a falta de escolha, os dias eram assim

E quando passarem à limpo, e quando cortarem os laços

E quando soltarem os cintos, façam a festa por mim

Quando lavarem a mágoa, quando lavarem a alma

Quando lavarem a água, lavem os olhos por mim

Quando brotarem as flores, quando crescerem as matas

Quando colherem os frutos digam o gosto prá mim
Ivan Lins

terça-feira, 11 de novembro de 2008

LIMITES



Qual o seu limite para sonhar e realizar objetivos em sua vida?

- Nenhum. O limite é você quem impõe.
Você é a única pessoa que pode colocar restrições nos seus desejos.
Veja que as grandes realizações do nosso século aconteceram quando alguém resolveu vencer o impossível...

nas navegações, encontramos um Colombo determinado a seguir viagens pelo mar, mesmo estando cansado de ouvir que o mar acabava e estava cheio de monstros terríveis.

Santos Dumont, foi taxado de louco tantas vezes que nem mais ligava para os comentários, até fazer subir seu 14 Bis...

Ford foi ignorado por banqueiros e poderosos que não acreditavam em carros em série.
Einstein foi ridicularizado na Alemanha...
Desistir de nossos projetos, ou aceitar palpites infelizes em nossas vidas é mais fácil do que lutar por eles.

Renunciar, chorar, aceitar a derrota é mais simples pelo simples fato de que não nos obriga ao trabalho.

E ser feliz, dá trabalho.

Ser feliz é questão de persistência, de lutas diárias, de encantos e desencantos.
Quantas pessoas passaram pela sua vida e te magoaram ???
Quantos passarão pela sua vida só para roubar tua energia???
Quantos estarão realmente preocupados com você???
A questão é como você vai encarar essas situações.
Como ficarão seus projetos...

eles resistirão as amarguras e desacertos do dia a dia???

O objetivo você já tem: ser feliz !!!

Como alcançar você já sabe: lutando !!!

Resta saber o quanto feliz você realmente quer ser.

E principalmente; qual o limite que você colocou em seus sonhos.
Lembre-se: não há limites para sonhar...

Não se limite, vá a luta!
O impossível é apenas algo que alguém ainda não realizou !!!

E sempre Sorria !!!

(Autor Desconhecido)

BRISA


A chegada


Vem a Brisa, é o fim da infinda tempestade,

Vem a Paz, é o fim do alvoroço na cidade,

Vem o Dia, a Vida, a Chama, a Evidência.


A estadia


A Brisa para na praia, mas não pode ficar,

Está confusa. Volta a Terra ou vai ao Mar ?

AH ! Até pensou em abandonar a Terra e esquecer o Mar,

Ficou na Praia a pensar ! Não mais, quer a Terra como o seu lar,

E a água do Mar anseia provar,

Deseja !? Mas não pode na Praia ficar.


A partida


Parte a Brisa!

Fica a Paz, o Dia, a Vida, a Chama a Evidência,

Surge a Noite, a Morte, o Frio, o Dilema,

Parte a Brisa a dar voltas pelo Mar,

Irá voltar ... ? ...


Adriano Caetano

Victor Hugo



O homem pensa.

A mulher sonha.

Pensar é ter cérebro.

Sonhar é ter na fronte uma auréola.

O homem é um oceano.

A mulher é um lago.

O oceano tem a pérola que embeleza.

O lago tem a poesia que deslumbra.

O homem é a águia que voa.

A mulher, o rouxinol que canta.

Voar é dominar o espaço.

Cantar é conquistar a alma.

O homem tem um farol: a consciência.

A mulher tem uma estrela: a esperança.

O farol guia.

A esperança salva.

Enfim, o homem está colocado onde termina a terra.

A mulher, onde começa o céu!!!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

DEFINIR O AMOR


DEFINIR O AMOR

É IR ALÉM DAS FORMAS

É SUBIR MAIS

DEFINIR O AMOR

SEMPRE PRESENTE EM NÓS

FAZENDO AQUILO QUE PODEMOS FAZER

DA MELHOR FORMA

DEFINIR O AMOR

É PERDOAR, NÃO MAGOAR

É QUERER BEM

SE DOAR PRA AJUDAR

É SE VOLTAR PARA

AS VERDADEIRAS NECESSIDADES

DEFINIR O AMOR

É AJUDAR

MESMO NÃO SENDO AJUDADO

VIVER O AMOR

É SE LIBERTAR DA DOR

E MESMO SOFRENDO NÃO SOFRER

POR SABER QUE O VERDADEIRO PRAZER

É VIVER SEM RECOPENSAS

POIS QUEM AMA JÁ ESTA SENDO RECOMPENSADO

QUEM AJUDA, POR DEUS

SEMPRE SERÁ AJUDADO

VIVER O AMOR, É ESTAR

SEMPRE COM O AMOR AO SEU LADO.

HOMENINO POETA

CANÇÃO NA PLENITUDE


Não tenho mais os olhos de menina

nem corpo adolescente, e a pele

translúcida há muito se manchou.

Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura

agrandada pelos anos e o peso dos fardos

bons ou ruins.(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.)
O que te posso dar é mais que tudo


o que perdi: dou-te os meus ganhos.

A maturidade que consegue rir

quando em outros tempos choraria,

busca te agradar

quando antigamente quereria

apenas ser amada.

Posso dar-te muito mais do que beleza

e juventude agora: esses dourados anos

me ensinaram a amar melhor, com mais paciência

e não menos ardor, a entender-te

se precisas, a aguardar-te quando vais,

a dar-te regaço de amante e colo de amiga,

e sobretudo força — que vem do aprendizado.

Isso posso te dar: um mar antigo e confiável

cujas marés — mesmo se fogem — retornam,

cujas correntes ocultas não levam destroços

mas o sonho interminável das sereias.

Lya Luft

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

UMA ANTIGA LENDA


Uma Antiga Lenda
Conta uma antiga lenda que na Idade Media um homem muito religioso foi injustamente acusado de ter assassinado uma mulher. Na verdade, o autor era pessoa influente do reino e por isso, desde o primeiro momento se procurou um "bode expiatório" para acobertar o verdadeiro assassino.
O homem foi levado a julgamento, já temendo o resultado: a forca. Ele sabia que tudo iria ser feito para condena-lo e que teria poucas chances de sair vivo desta história.
O juiz, que também estava combinado para levar o pobre homem a morte, simulou um julgamento justo, fazendo uma proposta ao acusado que provasse sua inocência.
Disse o juiz: sou de uma profunda religiosidade e por isso vou deixar sua sorte nas mãos do Senhor: vou escrever num pedaço de papel a palavra INOCENTE e no outro pedaço a palavra CULPADO. Você sorteara um dos papéis e aquele que sair será o veredicto. O Senhor decidira seu destino, determinou o juiz.
Sem que o acusado percebesse, o juiz preparou os dois papéis, mas em ambos escreveu CULPADO de maneira que, naquele instante, não existia nenhuma chance do acusado se livrar da forca. Não havia saída.
Não havia alternativas para o pobre homem. O juiz colocou os dois papéis em uma mesa e mandou o acusado escolher um. O homem pensou alguns segundos e pressentindo a "vibração" aproximou-se confiante da mesa, pegou um dos papéis e rapidamente colocou na boca e engoliu. Os presentes ao julgamento reagiram surpresos e indignados com a atitude do homem.
"Mas o que você fez?" E agora? Como vamos saber qual seu veredicto?"
"É muito fácil", respondeu o homem. "Basta olhar o outro pedaço que sobrou e saberemos que acabei engolindo o contrário."
Imediatamente o homem foi liberado.
MORAL DA HISTORIA:
Por mais difícil que seja uma situação, não deixe de acreditar ate o ultimo momento. Saiba que para qualquer problema há sempre uma saída.
Não desista, não entregue os pontos, não se deixe derrotar. Persista, vá em frente apesar de tudo e de todos, creia que pode conseguir.
(autor desconhecido)

TALMUD


Está escrito no Talmud Hebreu, livro onde se recopilam os ditados dos rabinos, através dos tempos... E termina dizendo:

”Tome muito cuidado ao fazer chorar uma mulher...

Pois Deus conta as suas lágrimas!!

A Mulher saiu da costela do homem,

Não dos seus pés, para ser pisada,

Nem da cabeça para ser superior,

Mas do seu lado... Para ser igual...

Debaixo do braço, para ser protegida...

E do lado do coração...

Para ser amada!”