terça-feira, 28 de abril de 2009

PALAVRAS


Preciso me livrar das incoerentes palavras
Palavras mal-ditas, que ficam para sempre,
Como espectros ferindo o sentimentalismo
Palavras soltas, atiradas, despedaçadas.
Palavras que foram ouvidas e que
Deveriam ser esquecidas
Preciso adquirir a consciência
Do desvairo que é o destino
Da fragilidade da alma
Da força das palavras
Saber distinguir pelo melindre.
O que pode ser palavras.
Por pontos e vírgulas
Mesmo sem a frase esta concluída.
Ângela Guedes

segunda-feira, 27 de abril de 2009

AMIGA NO MAIS CORRETO SENTIDO DA PALAVRA!


Hoje quero agradecer uma amiga muito especial (Sonia) do blog


No dia 17/05/07 ela deixou este recadinho no meu blog:
Ângela, como tem coragem de interromper tanta beleza?
Gostaria que atualizasse o seu blog.
Carinhosamente.
Sonia Regina.

Em setembro de 2005 iniciei este blog, publicando uns textos, que logo apaguei, fiquei desanimada, pois vi que meus poemas eram uma droga comparado com os que eu estava acompanhando, resolvi que só ia postar poemas de terceiros.
Sempre fui apaixonada pelas palavras, e adoro ver os sentimentos, idéias e pensamentos em forma de poesias.
As visitas e comentários de Sonia foi que me encorajou a publicar os meus tímidos poemas, seu apoio constante e sua palavra amiga serviram-me como suporte, demonstrando assim seu companheirismo.
Jamais faltou um dia, esta grande amiga apareceu do nada e hoje faz parte do meu dia-a-dia.
Sua amizade e seus lindos poemas são uma fonte constante de encorajamento.
Confesso que fico ansiosa sempre que atualizo minhas postagens, esperando seus sábios conselhos e comentários.
Não tenho palavras para expressar minha gratidão, pois és uma amiga no mais correto sentido da palavra!
Nesta página, quero tentar expressar minha gratidão.
Obrigada Sonia.

Angela Guedes

O POETA


O poeta sonha com um mundo mais colorido
Com pássaros ofertando musica a nossa alma.
Sonha com palavras verdadeiras
Vento leve, corpos quentes
O poeta escuta o canto das estrelas e das ondas mar
Sonha afastar o sofrimento, e a violência
E fazer deste mundo pétalas de rosas
O poeta acredita nas possibilidades
Sem jamais perder a fé neste mundo maravilhoso
Acredita no amor delirante que se eterniza num abraço
Poeta esbanja alegria, dor, saudade...
Não tem sentimento ausente, são conscientes
Levando a serio a urgência de viver
Sempre a poetar.
Angela Guedes

domingo, 26 de abril de 2009

TODO DIA MORRE UM AMOR


Todo dia morre um amor. Quase nunca percebemos, mas todos os dias morre um amor. Às vezes de forma lenta e gradativa, quase indolor, após anos e anos de rotina. Às vezes melodramaticamente, como nas piores novelas mexicanas, com direito a bate-bocas vexaminosos, capazes de acordar o mais surdo dos vizinhos. Morre em uma cama de motel ou em frente à televisão de domingo. Morre sem beijo antes de dormir, sem mãos dadas, sem olhares compreensivos, com gosto de lágrima nos lábios.
Morre depois de telefonemas cada vez mais espaçados, cartas cada vez mais concisas, beijos que esfriam aos poucos. Morre da mais completa e letal inanição.
Todo dia morre um amor. Às vezes com uma explosão, quase sempre com um suspiro. Todo dia morre um amor, embora nós, românticos mais na teoria que na prática, relutemos em admitir. Porque nada é mais dolorido do que a constatação de um fracasso. De saber que, mais uma vez, um amor morreu. Porque, por mais que não queiramos aprender, a vida sempre nos ensina alguma coisa. E esta é a lição: amores morrem.
Todos os dias um amor é assassinado. Com a adaga do tédio, a cicuta da indiferença, a forca do escárnio, a metralhadora da traição. A sacola de presentes devolvidos, os ponteiros tiquetaqueando no relógio, o silêncio insuportável depois de uma discussão: todo crime deixa evidências.
Todos nós fomos assassinos um dia. Há aqueles que, como o Lee Harvey Oswald se refugia em salas de cinema vazias. Ou preferem se esconder debaixo da cama, ao lado do bicho papão. Outros confessam sua culpa em altos brados e fazem de pinico os ouvidos de infelizes garçons. Há aqueles que negam, veementemente, participação no crime e buscam por novas vítimas em salas de chat ou pistas de danceteria, sem dor ou remorso. Os mais periculosos aproveitam sua experiência de criminosos para escrever livros de auto-ajuda, com nomes paradoxais como "O Amor Inteligente” ou romance açucarados de banca de jornal, do tipo “A Paixão Tem Olhos Azuis”, difundindo ao mundo ilusões fatais aos corações sem cicatrizes.
Existem os amores que clamam por um tiro de misericórdia: corcéis feridos.
Existem os amores-zumbis, aqueles que se recusam a admitir que morreram. São capazes de perdurar anos, mortos-vivos sobre a Terra teimando em resistir à base de camas separadas, beijos burocráticos, sexo sem tesão. Estes não querem ser sacrificados e, à semelhança dos zumbis hollywoodianos, também se alimentam de cérebros humanos e definharão até se tornarem laranjas chupadas.
Existem os amores-vegetais, aqueles que vivem em permanente estado de letargia, comuns principalmente entre os amantes platônicos que recordarão até o fim de seus dias o sorriso daquela ruivinha da 4 a. série ou entre fãs que até hoje suspiram em frente a um pôster do Elvis Presley (e pior, da fase havaiana). Mas titubeio em dizer que isso possa ser classificado como amor (Bah, isso não é amor. Amor vivido só do pescoço pra cima não é amor).
Existem, por fim, os amores-fênix. Aqueles que, apesar da luta diária pela sobrevivência, dos preconceitos da sociedade, das contas a pagar, da paixão que escasseia com o decorrer dos anos, da mesa-redonda no final de domingo, das calcinhas penduradas no chuveiro, das toalhas molhadas sobre a cama e das brigas que não levam a nada, ressuscitam das cinzas a cada fim de dia e perduram: teimosos, belos, cegos e intensos. Mas estes são raríssimos e há quem duvide de sua existência. Alguns os chamam de amores-unicórnio, porque são de uma beleza tão pura e rara que jamais poderiam ter existido, a não ser como lendas...
Autor Desconhecido

sexta-feira, 24 de abril de 2009

INVERNO GELADO





Um inverno gelado se tornou meu mundo.
Na minha arrogância minei alguns maus tratos
Sol!!! Bate na minha janela e
Ilumine meus desejos.
Reavive meu desejo de viver uma nova alegria
Quero me aquecer com a lucidez da vida
E reciclar meus anseios
Quero tudo resgatar
Deixar passar a amargura
E tornar meus sonhos dourados.
Angela Guedes

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O BURRO, O CACHORRO, O MACACO E O HOMEM



Deus criou o burro e disse: obedecerás ao homem, carregarás fardos pesados nas costas e viverás 30 anos. Serás Burro.
O burro virou-se para Deus e disse: Senhor! Ser burro, obedecer ao homem, carregar fardos pesados e viver 30 anos? É muito Senhor, bastam apenas 10.
Deus criou o cachorro e disse: comerás os ossos que te jogarem ao chão, tomarás conta da casa do homem e viverás 20 anos. Serás Cachorro.
O cachorro virou-se para Deus e disse: Senhor! Tomar conta da casa do homem, comer o que jogarem no chão e viver 20 anos? É muito Senhor, bastam-me apenas 10.
Deus criou o macaco e disse: pularás de galho em galho, farás macaquices e viverás 30 anos. Serás Macaco.
O macaco virou-se para Deus e disse: Senhor! Pular de galho em galho, fazer macaquices e viver 30 anos? É muito Senhor, bastam-me 20.
E Deus fez o homem e disse: serás o rei dos animais, dominarás o mundo, serás inteligente e viverás 30 anos.
O homem virou-se para Deus e disse: Senhor! Ser rei dos animais, dominar o mundo, ser inteligente e viver 30 anos? É pouco Senhor! 20 anos que o burro não quis, 10 anos que o cachorro recusou e 10 anos que o macaco não está querendo, dá a mim Senhor, para que eu viva pelo menos 70 anos.
Deus atendeu ao homem. Até 30 anos o homem vive a vida que Deus lhe deu. É Homem.
Dos 30 aos 50 anos, o homem carrega pesados fardos nas costas para sustentar a família. É Burro.
Dos 50 aos 60 anos, já cansado, ele passa a tomar conta da casa. É Cachorro.
Dos 60 aos 70 anos, mais cansado, ainda, ele passa a viver aqui, ali, na casa de um filho e de outro e faz gracinhas para as crianças. É Macaco.

Moral da Estória:
Esta é a realidade da vida. De nada adianta o dinheiro, o orgulho e a vaidade, se todos nós temos que passar por estas fases.

Esopo

terça-feira, 21 de abril de 2009

ESCUTA MEU MURMÚRIO


Falando com a estrela da vida,
Falando com o universo da fantasia...
Vi que perdi o que de mim conhecia.
Pensei que sendo verdadeira,
Iria descobrir onde estava o erro.
Agora não sei que caminho percorrer.
Estrela da vida que distante
Escuta meu murmúrio,
Ajuda-me a seguir o caminho
Do amor maduro e feliz,
Traz de volta minha paz.
Universo da fantasia
Tu que a noite encontra meu olhar.
Retira toda magoa que estar a aflorar.
Esvazia tudo,
Quero um novo começo
E descartar o que não tem apreço.
Renova-me a cada dia,
Para que lembre só do que dá alegria.
Angela Guedes

DESAFIO/CLAUDE MONET


Outro desafio da minha amiga PERSIDA


sobre Claude Monet artista impressionista.
As perguntas:
1) Claude Monet nasceu em que país?
-Nasceu em Paris-França
2) Quantos anos tinha ele quando se casou?
-Casou-se com 30 anos
3) Qual era o nome de sua esposa?
-Camille Doncieux
4) Quantos filhos tiveram?
-Teve 2 filhos
5) É verdade que sua esposa caiou doente, e em que ano foi?
-Morreu de cancro em 1879
6) Claude Monet morreu aonde?
- Morreu em Giverny.

Desafio cumprido espero ter acertado.

UM PRESENTE/SELO AMIZADE...


Recebi este “selo” da minha querida amiga, Elida.


Obrigada pelo carinho, minha amiga.

Aqui vão as Regras:
1 - Exibir a imagem
2 - Postar o link do blog que o premiou
3 - Publicar regras
4 - Indicar 10 blogs para receber o selo
5 - Avisar aos indicados
Meus indicados:











Espero que aceitem o “selo” e as regras.
Beijinhos
Angela

SELINHO/DESAFIO


Recebi este selinho/desafio da minha amiga PERSIDA do BLOG


(Persida adorei o desafio, só assim fiquei conhecendo um pouco mais da vida deste célebre pintor.)

Como sabem este blog é consagrado à pintura, deixo aqui este selo que ofereço a todos os meus seguidores, para isso deixo aqui as regras a seguirem com a finalidade de o adquirirem.
As Regras são:
(1) É verdade que o célebre pintor Pablo Picasso nasceu à Málaga?
-É verdade Pablo Picasso nasceu em em Málaga (Andaluzia)

(2) Em que ano ele nasceu?
-25 de outubro de 1881, Málaga.


(3) É verdade que ele começou a fazer pintura desde criança?
-Sim é verdade seu pai era pintor e desenhista, Don José, dedicava-se a pintar os pombos que pousavam nos plátanos da Plaza de La Merced, perto da sua casa. Ocasionalmente, pedia ao filho “Pablo Picasso” para lhe acabar os quadros.

(4) Quantos anos ele tinha quando fez sua primeira pintura?
-Os desenhos de infância de Picasso representavam cenas de touradas. Sua primeira obra, preservada, era um óleo sobre madeira, pintada aos oito anos, é chamada O Toureiro.

(5) Ele tinha uma lista de colaboradores muito importantes, diga ao menos três nomes apenas
-André Breton, Georges Braque e Paul Cézanne

(6) Quantos anos tinha ele quando faleceu
-Pablo Picasso faleceu a 8 de abril de 1973 em Mougins, França com 91 anos de idade.

Si derem algumas respostas corretas, ou então nenhumas... não tem importância, o meu objetivo é de vos oferecer este selo com amizade e carinho.
@rtisticamente
Persida Silva

sábado, 18 de abril de 2009

CHÃO REGADO DE FRAGÂNCIA


No meu silencio,
Acumulo sentimentos e
Procuro controlar meus temores.
Ninguém sabe a minha agonia,
Ninguém sabe os mistérios que me encobrem.
Quando o meu ar estiver no fim,
Depositarei os meus medos
No chão regado de fragrância
Matinal
Para o seu caminhar.
Angela Guedes

quinta-feira, 16 de abril de 2009

SONHAR COLORIDO


Deixe-me um olhar
Não me entregue à solidão
Faça-me uma musica
Enxergue meu coração
Envie-me um sorriso
Quero viver a alegria de
Sonhar colorido
Abrir a janela ao sol
Cultivar a semente do amor e colher
O fruto da afeição.
Angela Guedes.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

EDUCAÇÃO ENFERRUJA POR FALTA DE USO


“Elegância é mais estilo do que moda. É frescor, mas não frescuras. É simples, mas não simplória”
O livro EDUCAÇÃO ENFERRUJA POR FALTA DE USO, do pintor francês Toulouse-Lautrec, tem um texto chamado “A elegância de comportamento” que fala de uma elegância própria, “desobrigada” e natural. Isso porque ela não tem a ver com manuais de etiqueta, mas com convicção pessoal. Trata-se de uma postura que decorre de um profundo respeito por si e pelo outro.
A ELEGÂNCIA DO COMPORTAMENTO
Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.
É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, por exemplo. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É possível detectá-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais.
É elegante você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer... porém, é elegante reconhecer o esforço, a amizade e as qualidades dos outros.
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade.
É elegante o silêncio, diante de uma rejeição...
Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. É elegante a gentileza.
Atitudes gentis falam mais que mil imagens... Abrir a porta para alguém é muito elegante... Dar o lugar para alguém sentar... é muito elegante... Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma... Oferecer ajuda... é muito elegante... Olhar nos olhos, ao conversar é essencialmente elegante...
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os desafetos é que não irão desfrutá-la.
Adaptação de texto extraído do Livro: EDUCAÇÃO ENFERRUJA POR FALTA DE USO [pintor francês e deficiente físico, Henri TOULOUSE LAUTREC (1864-1901).

terça-feira, 14 de abril de 2009

UMA LOUCA TEMPESTADE!!!




Estamos sempre em constante transformação, mudar é a única certeza que temos.
"De Tudo ficam 3 coisas:
1. A certeza de que estamos sempre começando,
2. A certeza de que precisamos continuar,
3. A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar.
Portanto, façamos:
- Da interrupção, um novo caminho.
- Da queda, um passo de dança.
- Do sonho, uma ponte.
- Da procura, um encontro"
F. Pessoa

segunda-feira, 13 de abril de 2009

SUCESSO!!!


UM RECADO DIRECIONADO A MIM


Ontem á noite eu estava pulando de blog em blog, procurando algo bom pra ler, quando encontrei este poema...
Nunca mais atravessei o limite
Entre a minha e a sua porta
Pra quê?
Não há nada aí que eu queira ver
O que tinha de seu na minha casa, limpei
O que há de meu na sua nunca mais alcancei
Nunca mais quis suas garras
A perfurar minhas entranhas
Sua alma agora me é estranha
Como uma canção desconhecida
Nunca mais dor
Nunca mais amor
Nunca mais nada
De preferência nunca mais
Você entrando noite a fora nos meus sonhos
Pra sempre quero seguir calada
(Roberta Tum)

O CORVO



Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de alguém que batia levemente a meus umbrais
«Uma visita», eu me disse, «está batendo a meus umbrais.
É só isso e nada mais.»
Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão) a amada, hoje entre hostes celestiais —
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
Mas sem nome aqui jamais!
Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundindo força, eu ia repetindo,
«É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
É só isso e nada mais».
E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
«Senhor», eu disse, «ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi...»
E abri largos, franquendo-os, meus umbrais.
Noite, noite e nada mais.
A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais —
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.
Isto só e nada mais.
Para dentro estão volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
«Por certo», disse eu, «aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais.»
Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.
«É o vento, e nada mais.»
Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais.
Foi, pousou, e nada mais.
E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
«Tens o aspecto tosquiado»,
disse eu,
«mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais.»
Disse-me o corvo,
«Nunca mais».
Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos seus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
Com o nome
«Nunca mais».
Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, «Amigo, sonhos — mortais Todos — todos lá se foram.
Amanhã também te vais».
Disse o corvo,
«Nunca mais».
A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
«Por certo», disse eu, «são estas vozes usuais.
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais
Era este
«Nunca mais».
Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu'ria esta ave agoureira dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,
Com aquele
«Nunca mais».
Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sombras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sombras desiguais,
Reclinar-se-á nunca mais!
Fez-me então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
«Maldito!», a mim disse, «deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te.
Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!»
Disse o corvo,
«Nunca mais».
«Profeta», disse eu, «profeta — ou demónio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais,
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!»
Disse o corvo,
«Nunca mais».
«Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!, eu disse.
«Parte! Torna à noite e à tempestade!
Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste!
Tira-te de meus umbrais!»
Disse o corvo,
«Nunca mais».
E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha dor de um demónio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão mais e mais,
E a minh'alma dessa sombra, que no chão há mais e mais,
Libertar-se-á... nunca mais!

The Raven ("O Corvo") é um poema do escritor e poeta norte-americano Edgar Allan Poe. Ele foi publicado pela primeira vez em 29 de Janeiro de 1845.
Este poema teve várias traduções, sendo as duas primeiras para o francês, feitas por, respectivamente, Charles Baudelaire e Mallarmé. O poema também teve traduções para o português, sendo as mais conhecidas a de Machado de Assis e Fernando Pessoa.
Versão original em inglês de “
O Corvo” por Edgar Allan Poe

domingo, 12 de abril de 2009

CRIANÇA ÍNDIGO


O termo criança índigo vem do movimento da Nova Era e da ciência espiritual modernos. Chamam-se crianças índigo a certos seres que supostamente trouxeram características que os diferenciam das crianças normais, tais como : intuição, espontaneidade, resistência à moralidade estrita e uma grande imaginação, juntando-se frequentemente também entre tais capacidades, os dons paranormais. As crianças índigo podem ser vistas como uma espécie de milenarismo, no qual se afirma que tais seres mudarão o mundo até a um estado mais espiritual.
Há que notar que uma boa quantidade das crianças índigo foram classificados de hiperactivos ou com o polémico síndrome de défice de atenção. O qual explicaria em boa medida o interesse de pais e educadores por este assunto.
Também há quem diga que a crença das crianças índigo, é uma reacção de pânico moral à terapia medicamentosa em crianças, particularmente, à (ritalina).
No ano de 1982, a parapsicóloga Nancy Ann Tappe elaborou um sistema para classificar os seres humanos de acordo com a suposta cor da sua aura espiritual. No seu livro: "Compreenda A Sua Vida Através Da Cor" faz um estudo sobre "as cores da vida". Segundo Tappe, cada pessoa possui uma certa cor na sua aura em função da sua personalidade e interesses.
Para Nancy Tappe, no caso das crianças índigo a sua aura tende a mostrar cores anis ou azuis, a qual reflecte uma espiritualidade mais desenvolvida.
A citada Nancy Ann Tappe disse ter detectado pelo seu método, que as auras de côr índigo começaram a aparecer na década de 80 do século XX e que tem uma tendência a proliferar, o que parece justificar o seu papel de transformação da sociedade num futuro breve.
As crianças índigo mostram uma série de atributos sensoriais recorrentes, como a hipersensibilidade auditiva ou a hipersensibilidade táctil.
De igual forma, estas crianças têm um padrão de comportamento similar entre eles, a mencionar:
Chegam ao mundo com sentimento de realeza e a curto tempo se comportam como tais.
Têm a sensação de ter uma tarefa específica no mundo, e se surpreendem quando os outros não a partilham.
Têm problemas de valorização pessoal, a curto tempo os dizem a seus pais quem são.
Custa-lhes aceitar a autoridade que não oferece explicação nem alternativa.
Sentem-se frustrados com os sistemas ritualistas que não requerem um pensamento criativo.
A curto tempo encontram formas melhores de fazer as coisas, tanto em casa como na escola.
Parecem ser anti-sociais, a menos que se encontrem com pessoas como eles.
Não reagem pela disciplina da culpa.
Não são tímidos para manifestar as suas necessidades.
Segundo os investigadores deste tema, há quatro tipos de Índigos: humanista, conceptual, artista e interdimensional.
Humanistas: Muito sociais, conversam com toda a gente e fazem amizades com muita facilidade. São desastrados e hiperactivos. Não conseguem brincar só com um brinquedo, gostam de espalhá-los pelo quarto, embora as vezes não peguem na maioria. Distraem-se com muita facilidade. Por exemplo: se começam a arrumar o quarto e encontram um livro , nunca mais se lembram de acabar as arrumações.
Como profissões, escolherão ser médicos, advogados, professores, vendedores, executivos e políticos. Trabalharão para servir as massas e, claro, actuarão sempre activamente.
Conceptuais: Estão muito mais virados para projectos do que para pessoas. Assumem uma postura controladora. Se os pais não estiverem pelos ajustes e não permitirem esse controlo, eles vão a luta. Tem tendência para outras inclinações, sobretudo drogas aquando da puberdade (quando se sentem rejeitados ou incompreendidos). Daí a redobrada atenção por parte de pais e educadores em relação aos seus padrões de comportamento.
No futuro serão engenheiros, arquitectos, pilotos, projectistas, astronautas e oficiais militares.
Artistas: São criativos em qualquer área a que se dediquem, podendo, inclusive, vir a ser investigadores, músicos ou actores altamente conceituados. Entre os 4 a 10 anos poderão vir a interessar-se ate 15 áreas diferentes (ou instrumentos musicais, por exemplo), largando uma e iniciando outra. Quando atingirem a puberdade, aí sim, escolherão uma área definitivamente.
Serão os futuros professores e artistas.
Interdimensionais: Entre os seus 1 e 2 anos os pais não podem tentar ensinar-lhes nada, pois eles responderão que já sabem e que podem fazer sozinhos. Normalmente, porque são maiores que os outros tipos de índigos, mostram-se mais corajosos ainda e por isso não se enquadram nos outros padrões.
Desta forma, os seus estudiosos acreditam que estas crianças seriam as responsáveis pela introdução de novas filosofias ou espiritualidade no mundo.
Particularmente depois que o médium e orador espírita Divaldo Franco teve uma de suas palestras sobre o tema transcrita e ampliada transformada em livro bilíngüe pelas mãos da neurocientista brasileira Vanessa Anseloni, radicada nos EUA e antiga defensora da integração entre os dois temas o conceito passou a ser visto com simpatia por muitos espíritas.
Para eles, as crianças índigo seriam espíritos exilados de outros mundos. Como não fossem capazes de acompanhar o "progresso moral" de tais planetas, eles teriam sido encaminhados para mundos inferiores, como a Terra, com a meta de auxiliar sua evolução. Os defensores dessa idéia tratam-na como um desenvolvimento do tema migrações espirituais, presente em obras populares no meio espírita brasileiro, como A Caminho da Luz e Exilados de Capela, e pincelado por Allan Kardec em A Gênese.
Por outro lado, há grupos espíritas que são contrários à associação entre o tema crianças índigo e o espiritismo. Defendem que as obras A Caminho da Luz e A Gênese não abordam o termo crianças índigo, tampouco trazem referências às características físicas e psicológicas que costumam ser atribuídas a elas.
Eles repudiam a publicação e tradução de livros relacionados ao tema por editoras que possuem foco de mercado no público espírita, como a Petit, bem como os palestrantes espíritas que utilizam esta temática.
Alguns pesquisadores dizem ser muito difícil haver uma civilização mais evoluída no sistema solar de uma estrela Plêiade como Alcione, conforme afirma Divaldo pois estas teriam apenas cerca de 100 milhões de anos, enquanto a Terra teria demorado quase um bilhão de anos apenas para esfriar e aparecerem os primeiros organismos unicelulares e quase mais quatro bilhões para o surgimento do "Homo sapiens". Além de contestar a suposta influência gravitacional de Alcione na Terra.
Divaldo Franco não reconhece influência mediúnica em suas elaborações sobre o tema. Por se tratar de um palestrante que também se notabilizou como médium, esse fato pode servir como fonte de descrédito, diante de certos setores espíritas, para as idéias que defende sobre crianças índigo.
O boletim Mensagem discute sobre a origem do termo crianças índigo e sua utilização no movimento espírita.
Origem: Wikipédia

TUDO É POSSÍVEL!!!


sábado, 11 de abril de 2009

MULHERES QUE AMAM DEMAIS

Esse é um mau de muitas mulheres, amam mais seus parceiros do que a si mesmas...
Esse texto da uns toques, que ajudam orientar um pouco as mulheres que, consciente ou inconscientemente, acabam amando demais.
- A mulher começa a perder um homem quando dá a ele a certeza do seu amor. Deixá-lo sempre na dúvida é uma das regras que a gente só aprende vivendo.
- A melhor estratégia para conquistar um homem é aparentar desinteresse
- fingir não custa nada. Saiba viver sem um homem e saberá conquistar um. Saiba viver sem aquele homem e você terá as chances de conquistá-lo aumentadas.
- É ele que tem de amá-la mais. Pare de dar em cima de um homem quando perceber que ele não a quer, não quer vê-la, não está a fim, está sendo educado. Tenha senso de realidade, manque-se e siga adiante. Ainda não é esse seu homem.
- Para que um relacionamento seja satisfatório é preciso que seja bom desde o início, com os valores e os desejos de cada um respeitados e as necessidades preenchidas. Logo no início, e ao longo do relacionamento, com bom senso, serenidade e firmeza, faça suas exigências, defina suas necessidades, diga o que quer, o que precisa, o que aceita.
- A mulher que faz tudo que o homem quer fica antecipando o que ele pode estar desejando e vive a correr para satisfazê-lo, também está mexendo todos os ingredientes para ser deixada. O homem precisa sentir que a mulher tem uma personalidade formada, que sabe o que quer, que tem seu tempo ocupado para o seu próprio crescimento pessoal. Faça tudo para não deixar que um homem seja o seu centro de atenções. Para que ele não seja o centro da sua própria vida e aquilo que há de mais importante no seu mundo particular.
- Prometer não é decidir. É deixar como está!
- Quando um homem sente que é essencial, fundamental para a mulher, ele começa a perder o interesse por ela. O que move um homem em um relacionamento é a necessidade de conquistar, o medo de perder e a insegurança de ainda não ter o amor da mulher desejada.
- Aprenda a se relacionar sem expectativas exageradas, compartilhe o amor sem cobranças, não faça planos para os dois sem a participação dele.
- Ser só é a referência de sobrevivência de todo ser humano. Para viver a dois, é preciso antes de tudo, saber ser só e saber viver sozinho.
- O amor, obsessivo e controlador, adoece a mulher fazendo-a viver em estado constante de ansiedade.
- Você encontrará o amor outra vez quando aceitar desistir do homem que amou, quando sublimar a perda e a ausência.
Acredite, se você deu o melhor de si - o seu amor - e mesmo assim ele a deixou, abandonando-a, então ainda não era esse. Renuncie a ele também.
- Abrir mão do que não queremos ou daquilo de que não necessitamos é bem mais fácil. O mais difícil é aceitar perder aquilo que mais queremos ou de que mais necessitamos e as pessoas que mais amamos.
- Se já deu todo o seu amor e sente que está faltando alguma coisa para que ele a ame - então não é você - como é, com o seu jeito de ser, a mulher que vai preenchê-lo. Se falta algo fundamental para que seja amada por esse homem, então não é a você que ele procura e vai amar. A culpa não é sua se não tem o que ele quer, pois você é uma mulher inteira e completa.- O amor tem de ser leal, tem de se fortalecer na confiança e resultar na liberdade de ação, no movimento de poder ir e vir, nas escolhas de cada um.
- É triste, mas a mulher, quando ama demais, dá tudo ao homem, inclusive a si mesma.
- É na busca de uma relação honesta com um homem, desprovida de vaidade, disputa de poder e egoísmos que você poderá encontrar um amor autêntico e sincero. É no conhecimento profundo de si mesma e do significado de estar no mundo que estará mais preparada para encontrar o amor que tanto precisa. É no amor pleno por si mesma, na aceitação completa de si, na dignidade como se coloca no mundo, reconhecendo-se importante para o Universo, que poderá encontrar a sua parcela de amor no coração de um homem.
- A partir de agora, ame um homem pelo que conhece dele, e não pelo seu potencial; pelas atitudes que tem com você, pelo amor que realmente recebe e não pelo amor que você fica sonhando que ele “tem” e quem sabe um dia vai lhe dar.
Quanto menos cobrança você fizer e quanto mais liberdade de movimento der ao seu parceiro, mais chances terá de experimentar momentos felizes com ele.
- A partir de hoje, submeta o amor que sentir por um homem à sua realidade, às suas necessidades e às circunstâncias da sua vida.
- E quando passar a não amar demais um homem poderá enxergar o mau humor, o amor ruim nas paixões avassaladoras, nas atrações fatais, nas paixões perigosas, no fogo intempestivo de envolvimentos que causam mal, no abismo profundo dos casos extraconjugais - tempestades que costumam destruir a nossa auto-estima, dignidade, crenças, sonhos, valores morais e trajetórias que poderiam ter sido mais promissoras.
E que ainda podem ser, é só começar. O final (começo) só precisa de um começo.- Mulheres que não entendem porque suas vidas não avançam e o amor não fica ainda não perceberam que precisam amar menos, mas como mais qualidade, dando amor e tendo certeza de que estão recebendo de volta.
- A partir de hoje, passe a procurar e a desejar intimamente uma forma diferente daquela pela qual você ansiava e sabia amar - queira um amor em que não precise amar tanto; em que não precise se esforçar tanto para agradar ao homem e mantê-lo conquistado.
- O tempo é o melhor filtro e nos protege, criando camadas protetoras, recompondo o nosso instinto de sobrevivência.
- Quando a mulher que ama demais muda o foco de atenção, a atitude e o modo como se coloca na relação, o número de parceiros diminui bastante. Em compensação, ela aprende a não perder tempo e a sair logo de relacionamentos errados; em compensação, os poucos relacionamentos que tiver, terão mais qualidade.
- Saiba que a sua vida anda conforme você decide e age. Ou não anda se você não decide e não age.
- Dê a ele liberdade de ir e vir, de sentir-se à vontade na sua presença e “morto” de saudade na sua ausência. O amor só traz o bem quando existe liberdade para que cada um tome as suas próprias decisões e escolha o caminho pelo qual pretende seguir - essa é uma decisão individual, um direito pessoal.
Quando sufocado, o amor torna-se pássaro invisível, que não se prende na cela.
"Hoje compreendo quando dizem que o amor não é tudo na vida. Ás vezes a gente atravessa uma relação inteira sozinha e nem percebe. Aí, chega uma hora em que abrir mão do outro se torna um ato de sobrevivência: é você ou ele".
Texto de Rejane Freitas
Baseado no livro "Pare de Amar Errado"

quinta-feira, 9 de abril de 2009

FELIZ PÁSCOA


Páscoa significa renascimento, renascer.
Desejo que neste dia, em que nós cristãos,
comemoramos o seu renascimento para a vida eterna,
possamos renascer também em nossos corações.
Que neste momento tão especial de reflexão
possamos lembrar daqueles que estão aflitos e sem esperanças.
Possamos fazer uma prece por aqueles que já não o fazem mais,
porque perderam a fé em um novo recomeçar,
pois esqueceram que a vida é um eterno ressurgir.
Não nos deixe esquecer
que mesmo nos momentos mais difíceis do nosso caminho,
tú estás conosco em nossos corações,
porque mesmo que já tenhamos esquecido de ti,
você jamais o faz.
Pois, padeceste o martírio da cruz em nome do Pai
e pela humanidade,
que muitas e muitas vezes esquece disso.
Esquecem de ti e do teu sacrificio
Quando agridem seu irmão,
Quando ignoram aqueles que passam fome,
Quando ignoram os que sofrem a dor da perda e da separação,
Quando usam a força do poder para dominar e maltratar o próximo,
Quando não lembram que uma palavra de carinho, um sorriso,
um afago, um gesto podem fazer o mundo melhor.
Jesus…
Conceda-me a graça de ser menos egoísta,
e mais solidário para com aqueles que precisam.
Que jamais esqueça de ti e de que sempre estarás comigo
não importa quão difícil seja meu caminhar.
Obrigado Senhor,
Pelo muito que tenho e pelo pouco que possa vir a ter.
Por minha vida e por minha alma imortal.
Obrigado Senhor!

(Texto da Net.)

terça-feira, 7 de abril de 2009

MINHA CULPA


"Sei lá! Sei lá! Eu Sei lá’ bem
Quem sou? Um fogo-fatuo, uma miragem…
Sou um reflexo… um canto de paisagem
Ou apenas cenario! Um vaivem

Como a sorte: hoje aqui, depois alem!
Sei la’ quem sou? Sei la’! Sou a roupagem
De um doido que partiu numa romagem
E nunca mais voltou! Eu sei la’ quem!…

Sou um verme que um dia quis ser astro…
Uma estatua truncada de alabastro..
Uma chaga sangrenta do Senhor…

Sei lá quem sou?! Sei lá! Cumprindo os fados,
Num mundo de maldades e pecados,
Sou mais um mau, sou mais um pecador"

Na voz de Miguel Falabella 4 poesias de Florbela Espanca.
Inconstancia
Os versos que te fiz
De joelhos
Saudades
Tornou-se eterna essa grande poeta,suas palavras dobraram o tempo…

segunda-feira, 6 de abril de 2009

LOUCOS E SANTOS


Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.


Oscar Wilde


(Os amigos devem ser de prefência construtivos, não necessariámente iguais a nòs, antes pelo contrário. É na diferença que está a qualidade da nossa toleráncia numa amizade)

domingo, 5 de abril de 2009

AMAR

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

Florbela Espanca

sábado, 4 de abril de 2009

SE ALGUMA VEZ, NOS SALÕES DE UM PALACIO


Se alguma vez, nos salões de um palacio,

sobre a erva de uma vala ou na solidão morna do vosso quarto,

acordardes de uma embriaguez evanescente ou desaparecida,

perguntai ao vento, a vaga, ao passaro, ao relogio,

a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola,

a tudo o que canta, a tudo o que fala,

perguntai-lhes que horas são; e o vento a vaga, a estrela,

o passaro, o relogio, vos responderão: São horas de vos embriagardes!

Para não serdes escravos martirizados do tempo,

embriagai-vos; embriagai-vos sem cessar!

Mas de quê?

De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa escolha.

Mas embriagai-vos!

Deslumbrai-vos!


Baudelaire

sexta-feira, 3 de abril de 2009

QUANDO EU NASCI

Quando eu nasci, ficou tudo como estava,
Nem homens cortaram veias, nem o
Sol escureceu, nem houve
Estrelas a mais...
Somente, esquecida das dores, a minha
Mãe sorriu e agradeceu.
Quando eu nasci, não houve nada de novo senão eu.
As nuvens não se espantaram, não enlouqueceu ninguém...
Pra que o dia fosse enorme,
bastava toda a ternura
que olhava nos olhos de minha
Mãe...
José Régio

quinta-feira, 2 de abril de 2009

PERFUME


Esta manhã encontrei o teu nome nos meus sonhos
e o teu perfume a transpirar na minha pele.

E o corpo doeu-me onde antes os teus dedos foram aves
de verão e a tua boca deixou um rasto de canções.
No abrigo da noite, soubeste ser o vento na minha
camisola; e eu despi-a para ti, a dar-te um coração
que era o resto da vida - como um peixe respira
na rede mais exausta. Nem mesmo à despedida
foram os gestos contundentes: tudo o que vem de ti
é um poema. Contudo, ao acordar, a solidão sulcara
um vale nos cobertores e o meu corpo era de novo
um trilho abandonado na paisagem. Sentei-me na cama

.
e repeti devagar o teu nome, o nome dos meus sonhos,
mas as sílabas caíam no fim das palavras, a dor esgota
as forças, são frios os batentes nas portas da manhã.
Rosário Pedreira

SOU COMO VOCÊ ME VÊ

Sou como você me vê.


Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,

Depende de quando e como você me vê passar.
Clarice Lispector

quarta-feira, 1 de abril de 2009

UM PRÊMIO BEM FEMININO


Recebi este Prêmio da minha amiga Elida do blog Entre a Razão e a Emoção . Agradeço de coração a lembrança e a homenagem!!!
As regras do prêmio são as seguintes:
Escrever uma frase, citar um título ou contar uma historia sobre seis assuntos nos seguintes segmentos: VIDA, CINEMA, LITERATURA, VIAGEM, AMOR E SEXO;
· Convidar seis colegas de blogs que você realmente considere femininas e inteligentes;
· Linkar o blog que a convidou;
· Postar as regras para que outros as repassem;
. Inserir o selinho que você recebeu do Papo Calcinha.
Vamos lá....
VIDA - A vida é milagre, ação, experiência e recordação.
CINEMA - "O cinema nos faz viajar para lugares paradisíacos do outro lado do mundo, ou às profundezas dos oceanos, que nunca teríamos chance de conhecer, e lugares fictícios que nunca saberemos se existirão um dia."
LITERATURA - "A literatura é a expressão da sociedade, assim como a palavra é a expressão do homem.”
VIAGEM – Oportunidade de descobrir outras culturas, e novas amizades, uma viagem se torna muito agradável quando se tem uma boa companhia
AMOR – "A vida não teria sentido, sem amor. Pois o amor é a compreensão de dois corações."
SEXO - "Sexo é igual necessidade fisiológica, é prazeroso, mas tem que ter privacidade!"
Repasso agora para as seis escolhidas: