sábado, 29 de maio de 2010

VEM COMIGO








Vou viajar...
Você pode me acompanhar
Vou à busca do que é belo, sem rumo e sem direção.
Vou pra muito longe
Para trás as sombras vou deixar
Vou para o campo da imaginação
Vou curar as feridas da alma
E também do coração.
Ângela Guedes


Vou viajar...
Mesmo que o destino seja incerto
Mesmo que as feridas não se fechem
Mesmo que a alma não se aquiete
Vou viajar, pois, talvez eu te encontre
Ou talvez, nem encontre
Mas durante a jornada, sei, dúvidas serão
Companheiras constantes, perguntas, respostas.
JUSCELINO MACIELEditor e Diretor do Blog 
Obrigada querido amigo.
Foi com grande satisfação que fiz este poema com você.
Espero que deste nasça muitos outros.

Deixo o convite aberto à todos...
Beijinhos
Ângela Guedes 

quinta-feira, 27 de maio de 2010

SOU A QUE NINGUÉM VÊ



Sou uma navegante de névoa e de incerteza,
Sou uma otimista que vê oportunidade em cada dificuldade.
Sou a convivência com minha solidão,
Sou a simplicidade de um sorriso, cheio de harmonia.
Sou a que se revela à surdina uma maldita cheia de arrogância.
Sou linda como à tarde que se debruça lá na crista das serras,
Sou também um raio cruel em meio à tempestade no mar agitado.
Sou forte como uma fera que se levanta após ser ferida
Sou frágil como uma rosa que precisa ser regada
Sou a que idealiza e alegra-se por fazer parte deste grande Universo
Sou a que desfaz este ideal, não acreditando na humanidade.
Sou a que se liberta de um hábito atirando-o pela janela.
Sou a que fica presa, como uma rocha com uma corda presa no corpo.
Sou a que torna os problemas relativamente pequenos
Sou a que transforma um acontecimento banal numa tragédia.
Sou a que ninguém vê
Ângela Guedes

terça-feira, 25 de maio de 2010

HOJE ACORDEI CARENTE DE DELICADEZA





Hoje acordei carente de delicadeza.
Pessoas indelicadas, sem refinamento me tiram do sério.
Afasto-me dos abrutalhados que se assemelha a animal, que pensa apenas na satisfação de seus desejos inferiores, agindo agressivamente, e se põe numa posição de superioridade muitas vezes ofendendo as pessoas.
Nada é mais desagradável que uma pessoa mal-educada e insensível, que fala alto e muitas vezes, de forma grosseira, impondo sua posição a qualquer custo.
A unica maneira de se proteger desse tipo de indivíduo é não aceitar a indelicadeza.
Vamos simplificar a vida, mantendo a elegância e a delicadeza.
Ângela Guedes

“Queria realmente ser um anjo,
Ter a bondade nas faces,
A sabedoria no olhar,
Saber sorrir, saber confortar,
Saber entender os aflitos, saber ensinar.
Ir ao encontro de todos, e a todos amar...

Queria realmente ser um anjo
Sorrir ao ver a ventura do vencedor,
Se emocionar com o desespero do perdedor.
Beijar a face daquele que suplica
E aplacar a raiva do inimigo cruel.

Por fim, queria realmente ser um anjo
E poder quebrar todas as regras celestiais
Sentir o amor único, e exclusivo,
E chorar por todos os demais

Queria somente ser um anjo
Que ama você e nada mais.”
 (Autor Desconhecido)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

COISAS QUE APRENDI!!!







MINHA MÃE ME ENSINOU A DAR VALOR AO TRABALHO DOS OUTROS:
“SE VOCÊ E SEU IRMÃO QUEREM SE MATAR, VÃO PRÀ FORA. ACABEI DE LIMPAR A CASA”
ME ENSINOU A TER FÉ:
“É MELHOR VOCÊ REZAR PARA SAIR ESSA MANCHA DO TAPETE”
MINHA MÃE ME ENSINOU LÓGICA E HIERARQUIA:
“PORQUE EU ESTOU DIZENDO, ACABOU E PONTO FINAL”
MINHA MÃE ME ENSINOU O QUE E MOTIVAÇÃO:
“CONTINUA CHORANDO QUE EU VOU TE DAR UM BOM MOTIVO PARA CHORAR!”
ME ENSINOU A CONTRADIÇÃO
“FECHA A BOCA E COMA!!!”
MINHA MÃE ME ENSINOU A TER FORCA DE VONTADE:
“VOCÊ VAI FICAR AI SENTADO ATE COMER TUDO”
ME ENSINOU A VALORIZAR UM SORRISO:
“ME RESPONDE DE NOVO E EU TE ARREBENTO OS DENTES!!!”
MINHA MÃE ME ENSINOU A RETIDÃO:
“EU TE AJEITO NEM QUE SEJA NO TAPA”
OBRIGADA MAMÃE!!!






Já faz um tempo de recebi por correio electrónico este texto e hoje resolvi postar. ... É muito engraçada a maneira de como foi contada. Eu ri bastante quando li.
Beijinhos
Ângela Guedes

domingo, 23 de maio de 2010

ESSÊNCIA DE BAUNILHA




A casa está com um cheiro estranho? Coloque 2 dedos de extrato de baunilha numa travessa e leve ao forno a 300 graus por 1 hora. Em 20 minutos casa já estará com um cheiro delicioso.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

TRÍADE FRANCESA




Timidamente, no meu momento mãe coruja resolvi postar aqui no meu blog, este texto que recebi da minha filha.

Caros amigos, cá estou eu, no auge dos meus 30 anos, prestes há completar três anos na França. Talvez seja por isso que venho refletindo sobre a predominância do número três neste pais que me acolhe. O três que de fato é um número místico para a sociedade ocidental.
George Dumezil defendia  a tripartição das sociedades indo-européias. As três funções: clero, guerreiros e trabalhadores consistem numa compreensão de  mundo seguindo  uma ordem hierárquica bem definida. Na Roma Antiga a tríade divina de Júpiter, Juno e Minerva ordenavam o cosmos na mitologia. Mais perto de nos:  pai, filho e espírito santo estão ancorados em nosso subconsciente, sempre um pouco cristão.

Na França, as tríades estão la, por toda parte, basta observar com atenção... Podemos começar com o famoso dispositivo, « Liberdade, Igualdade, Fraternidade » que futucando bem, temos que admitir que só somos livres para obedecer a maquina burocrática que não faz sentido algum. A  igualdade existe desde que você não seja diferente e fraternidade, bom, acho que os fraternos não freqüentam os mesmos lugares que eu. Lembrando que este dispositivo aparece no momento da instalação da republica, quando os três grandes poderes  executivo, legislativo e judiciário entram em cena.

Fora do panorama político, observei que as famílias aqui são em sua grande maioria compostas pelos três personagens básicos « pai, mãe e filho » este ultimo podendo facilmente ser substituído por um cachorro ou gato e ainda por cima, ser tão amado quanto, quem sabe até mais.

Na rua, o ônibus, o metro e o tramway são os grandes facilitadores da vida na megalópole parisiense, o problema é que as  greves  ou manifestações que ocorrem com freqüência, são agravantes irreparáveis na aventura diária da locomoção.

No que concerne a cozinha francesa, a tríade ta la... O pão, o queijo e o vinho são primordiais, a base da alimentação, e eu diria até, quase divinos.  Pois no quesito alimentação aqui não se brinca. Homens e mulheres, jovens ou idosos, como em um ritual sagrado, consomem essa tríade todos os dias e ainda afirmam que suco durante as refeições é extremamente prejudicial à saúde, « c'est le pinard qui fait du bien ».

Na universidade, três anos para se obter um diploma. Diploma este, que para ser adquirido é necessário o total e absoluto domínio do plano em três partes, tão importante como a tríade alimentícia. O plano em três partes te segue te assombra e pode transformar tua vida no maior de todos os pesadelos...  por força do habito a vida passa a ser um plano em três partes: tese, antítese e síntese ou introdução, desenvolvimento e conclusão, regado a muito en effet, cependant e néamois,  caso contrario, não funciona.

Na vida profissional, três fases para se iniciar o processo: carta de motivação, CV e entrevista. Lembrando que a própria carta de motivação precisa ser feita em três partes « vous, mois, nous »; o bom é pensar nesse plano no momento de pleitear um cargo que caixa de supermercado « vous: grande empresa líder de produtos alimentícios; mois: sempre sonhei em fazer parte deste time de vencedores, desde criança sonho com o barulhinho (puuuuuu) dos produtos passando no caixa; nous: iremos juntos dominar o mercado do consumo exagerado!!!!!!!

Qualquer relação com um interlocutor francês começa com bonjour, depois uma pequena troca de insultos singelos e discretos, e por fim,  a comunicação propriamente dita. Para conseguir alguma coisa no serviço publico primeiro você espera, depois briga e finalmente, quem sabe, pode até fazer um amigo.

Quanto ao clima, não entendo essa grande obsessão que cerca o pais...  « la météo »... na verdade é muito simples, só existem três estações: a fria, a muito fria e a fria e úmida... dizem que faz calor no verão, infelizmente nunca vi... No inverno é facinho, o dia é noite de manha, noite de tarde e noite de noite e na primavera é dia de manha, dia de tarde e dia de noite...
69: dois belos múltiplos de três formam o ano marco da historia da França.  Paris a flor da pele dissemina pelo mundo o « ménage à trois » leia-se: putaria a três... Estudantes, mulheres e trabalhadores urram e fazem-se ouvir.

Três classes sociais: franceses pobres, franceses ricos e estrangeiros. Três presenças marcantes nas ruas de paris: África negra, países de cultura árabe e asiáticos... para o grande pesadelo dos que não se acostumam com o inverno nem tampouco com a presença dos estrangeiros...eternos infelizes.

Três tipos de louco nas ruas: o louco de dar pena:  aquele vizinho aposentado que pula de felicidade quando o sol ensaia uma saidinha, assim ele pode sair de casa para lavar o carro, cortar a grama e consertar o portão da garagem. O louco de dar medo: aquele que se rebelou contra o sistema, mora na rua, é descabelado e fala sozinho com uma garrafa de vinho barato na mao. O louco de da raiva: que geralmente é concursado e acha que é muito poderoso só porque tem um carimbo escrito Republique Française.

Bom, se quisermos continuar isso vai longe... mas quando penso que para realizar minha tão sonhada carreira de historiadora da arte /archeologa, tenho que passar mais três anos aqui... me da vontade de dar 3 pulinhos para São Longuinho para reencontrar minha sanidade.

Porque se no Brasil, « um é pouco, dois é bom e três é demais », acho que a França ta ficando demais pra mim. E serão mais três anos sem sol, mar e água de coco. três anos de saudade dos meus pais, irmãos e amigos. três anos achando que o Brasil é que é legal, que brasileiro é que é gente boa e que samba é que é musica de verdade.

E eu, com meus então 33 anos, volto para o Brasil com um suado diploma na mao... e vou ter saudade do velho mundo, das fachadas haussemanianas, dos loucos de dar pena e do bom e velho pinard que faz bem pra saúde.
Voila mes chers amis... Três minutos de intervalo para um breve desabafo irônico... afinal de contas C'est pas tous les jours qu'on rigole...

PS.: Sem exigências no quesito ortografia ok. Teclado francês (zero acentos) sem corretor português (algumas barbaridades podem sempre ser vistas como erro de digitação) rsrsrs...

Texto- Lília Guedes

segunda-feira, 17 de maio de 2010

POEMA DO SILENCIO




Sim, foi por mim que gritei.
Declamei,
Atirei frases em volta.
Cego de angústia e de revolta.

Foi em meu nome que fiz,
A carvão, a sangue, a giz,
Sátiras e epigramas nas paredes
Que não vi serem necessárias e vós vedes.

Foi quando compreendi
Que nada me dariam do infinito que pedi,
-Que ergui mais alto o meu grito
E pedi mais infinito!

Eu, o meu eu rico de baixas e grandezas,
Eis a razão das épi trági-cómicas empresas
Que, sem rumo,
Levantei com sarcasmo, sonho, fumo...

O que buscava
Era, como qualquer, ter o que desejava.
Febres de Mais. ânsias de Altura e Abismo,
Tinham raízes banalíssimas de egoísmo.

Que só por me ser vedado
Sair deste meu ser formal e condenado,
Erigi contra os céus o meu imenso Engano
De tentar o ultra-humano, eu que sou tão humano!

Senhor meu Deus em que não creio!
Nu a teus pés, abro o meu seio
Procurei fugir de mim,
Mas sei que sou meu exclusivo fim.

Sofro, assim, pelo que sou,
Sofro por este chão que aos pés se me pegou,
Sofro por não poder fugir.
Sofro por ter prazer em me acusar e me exibir!

Senhor meu Deus em que não creio, porque és minha criação!
Deus, para mim, sou eu chegado à perfeição...
Senhor dá-me o poder de estar calado,
Quieto, maniatado, iluminado.

Se os gestos e as palavras que sonhei,
Nunca os usei nem usarei,
Se nada do que levo a efeito vale,
Que eu me não mova! que eu não fale!

Ah! também sei que, trabalhando só por mim,
Era por um de nós. E assim,
Neste meu vão assalto a nem sei que felicidade,
Lutava um homem pela humanidade.

Mas o meu sonho megalómano é maior
Do que a própria imensa dor
De compreender como é egoísta
A minha máxima conquista...

Senhor! que nunca mais meus versos ávidos e impuros
Me rasguem! e meus lábios cerrarão como dois muros,
E o meu Silêncio, como incenso, atingir-te-á,
E sobre mim de novo descerá...

Sim, descerá da tua mão compadecida,
Meu Deus em que não creio! e porá fim à minha vida.
E uma terra sem flor e uma pedra sem nome
Saciarão a minha fome.
José Régio

 Amei esse poema... Me fez refletir, mas gostaria de saber o pensamento dos meus amigos, pois acredito na riqueza da diversidade de opiniões.