sexta-feira, 25 de junho de 2010

INSENSATEZ


 Fotografia de  Luis Rodrigues
Ah, insensatez que você fez
Coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor o seu amor
Um amor tão delicado
Ah, por que você foi tão fraco assim
Assim tão desalmado
Ah, meu coração, quem nunca amou
Não merece ser amado

Vai, meu coração, ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade
Vai, meu coração, pede perdão
Perdão apaixonado
Vai, porque quem não pede perdão
Não é nunca perdoado 

Vinicius de Moraes

quarta-feira, 23 de junho de 2010


"Existem pessoas que acostumam-se com seus próprios erros,
 e em pouco tempo confundem seus defeitos com virtudes."

domingo, 20 de junho de 2010

FRIDA KAHLO


De 30 de Abril a 9 de agosto de 2010 Martin de Berlim-Gropius-Bau  um dos mais importantes salões de exposição na Alemanha irá dedicar uma ampla retrospectiva da importante artista mexicana Frida Kahlo.
O filme sobre sua vida o mundo já viu e o amor da vida dela todo mundo também já conhece, mas nesta exposição em Berlim traz quadros, cartas, fotos e desenhos da pintora.
Nascida em Coyoacán, Cidade do México, Frida Kahlo é uma das figuras de grande identificação da arte latino-americana. Ela se destaca como um das mais famosas artistas do sexo feminino da primeira metade do 20o século.
A vida amorosa de Frida foi intensa e apaixonada, marcada por infidelidades mútuas e envolvendo, também, casos homossexuais, se casou duas vezes (em 1929 e 1940) com o mesmo homem (Diego Rivera), e, oficialmente, a separação durou apenas um ano (1939-1940).
 A mãe de Frida não aprovou a união, dizendo que Diego era demasiado velho e gordo, além de comunista e ateu. O pai viu a possibilidade de mais alguém cuidar da saúde da filha, que aos seis anos contraiu Poliomielite e ainda sofreu um acidente ficando um imenso tempo presa em uma cama.
Frida passou o resto de sua vida sentindo dor como conseqüência de suas operações freqüentes.
Diego, que prometeu "lealdade" ao invés de "fidelidade", acabou por se envolver com várias mulheres ao longo do casamento, inclusive com a cunhada mais nova, Cristina (em 1934), o que acabou por provocar o divórcio (em 6 de novembro de 1939).
Nas Cartas apaixonadas de Frida encontramos frases que expressam sua dor por ter de enfrentar a traição da própria irmã - “Nunca sofri tanto e não pensei que pudesse suportar tanta dor (...), aqui no México, não tenho ninguém: tinha apenas Diego e as pessoas de minha casa, que encaram esta questão de um modo católico. As conclusões que tiraram me são tão estranhas que não posso contar com eles. Meu pai é uma pessoa magnífica, mas lê Schopenhauer dia e noite e não me ajuda em nada...”
“Perdi meus melhores anos sendo sustentada por um homem, sem fazer nada além do que julgava que o beneficiaria e ajudaria. Nunca pensei em mim mesma e, depois de seis anos, a resposta dele é que a fidelidade é uma virtude burguesa, que só existe para explorar [as pessoas] e para obter lucros econômicos. (...) Sei que fui tão estúpida quanto se pode ser, mas fui sinceramente estúpida. Imagino, ou pelo menos espero, que me recuperarei pouco a pouco. Vou tentar criar vida nova, colocando minha energia em algo que me ajude a superar isto da maneira mais inteligente.”
Frida produziu cerca de 150 obras e mais ou menos 50 foram auto-retratos.




sábado, 19 de junho de 2010

SONETO DE FÉ E DECISÃO






Escolhi prá mim a felicidade

Não importa lugar ou circunstãncia


Ser alegre pra mim é uma constância

Ser amado uma realidade



E me cubro com uma tal serenidade

Que nada consegue me abater

Tenho uma fé que me faz prevalecer

Ante toda e qualquer adversidade



Tenho força, coragem e energia

O Pai Onipotente todo dia

Realiza tudo aquilo que eu quero



Minha vida transcorre em harmonia

A cada hora a fé mais me contagia

Minha vida é bem mais do que eu espero.

Thiago El-chami

sexta-feira, 18 de junho de 2010

JOSÉ SARAMAGO

Nascimento - 16 de Novembro de 1922
Azinhaga, Golegã, Portugal
Morte - 18 de junho de 2010 (87 anos)
Lanzarote,Canárias, Espanha


“Dificílimo acto é o de escrever, responsabilidade das maiores. (…) Basta pensar no extenuante trabalho que será dispor por ordem temporal os acontecimentos, primeiro este, depois aquele, ou, se tal mais convém às necessidades do efeito, o sucesso de hoje posto antes do episódio de ontem, e outras não menos arriscadas acrobacias.” (…)
— Saramago, A Jangada de Pedra, 1986

quarta-feira, 16 de junho de 2010

OS GRANDES CLÁSSICOS DA LITERATURA JUVENIL




«Aonde fica a saída? Perguntou  Alice ao gato que ria. 
— Depende, respondeu o gato. 
— De quê?, Replicou Alice; 
— Depende de para onde você quer ir. (Alice no País das Maravilhas)



«Quando se sonha sozinho é apenas um sonho. Quando se sonha junto é o começo da realidade. (Dom Quixote de La Mancha)



«Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.(O Pequeno Príncipe)




«Um por todos, todos por um.( D'Artagnan e os três Mosqueteiros)



«Um malvado encantamento me havia preso naquele corpo
monstruoso. Somente fazendo uma moça apaixonar-se podia vencê-lo e
tu és a escolhida. Queres casar-te comigo agora?
Bela não fez repetir o pedido e a partir de então viveram felizes
e apaixonados. (A Bela e a Fera)



«Um dia, como de costume, a rainha perguntou ao espelho:
— Espelho, espelho meu! Há no mundo alguém mais bela do que eu?
— Sim, minha rainha!
 Branca de Neve é agora a mais bela! (Branca de Neve e os sete anões)



«O príncipe ouviu um barulho e se escondeu, mas pôde ver a
velha bruxa gritando sob a janela:
— Rapunzel! Jogue-me suas tranças!
O príncipe, então, descobriu o segredo. Na noite seguinte
foi até a torre e imitou a voz da bruxa:
— Rapunzel! Jogue-me suas tranças! (Rapunzel)



«Um moleiro, que tinha três filhos, repartindo à hora da morte
seus únicos bens, deu ao primogênito o moinho; ao segundo, o seu
burro; e ao mais moço apenas um gato. Este último ficou muito
descontente com a parte que lhe coube da herança, mas o gato lhe
disse:
— Meu querido amo, compra-me um par de botas e um saco e,
em breve, te provarei que sou de mais utilidade que um moinho ou
um asno.(O Gato de botas)




«João, dê-me seu dedo, quero sentir se já engordou!
Mas o esperto João, em vez de um dedo, estendia-lhe um ossinho de
frango. A bruxa zangava-se, pois apesar do que comia, o moleque
estava cada vez mais magro! Um dia perdeu a paciência.(João e Maria)



«O mensageiro fez Cinderela sentar-se e, para surpresa de
todos, o sapatinho serviu-lhe perfeitamente!
As duas irmãs ficaram espantadas, mas ainda mais espantadas
quando Cinderela tirou o outro sapatinho de cristal do bolso e
calçou no outro pé.(Cinderela)



«Muito longe da terra, onde o mar é muito
azul, vivia o povo do mar. O rei desse povo tinha seis filhas,
todas muito bonitas, e donas das vozes mais belas de todo o mar,
porém a mais moça se destacava, com sua pele fina e delicada como
uma pétala de rosa e os olhos azuis como o mar. Como as irmãs, não
tinha pés mas sim uma cauda de peixe. Ela era uma sereia.(A Pequena Sereia)

terça-feira, 15 de junho de 2010

sábado, 5 de junho de 2010

A VIDA SEM LÁGRIMAS






Pinturas de João Barcelos


Eu queria ser uma sinfonia  
Que compõe o amor
Desnuda de hipocrisia
Como o perfume de uma flor
Vou compor meus sentimentos
Na sinfonia do amor
Deixar aqui meus pensamentos
Que chora e sente dor
Desabafando assim minha amargura
Quero o amor resgatar
Vou colorir minha procura
Em aquarelas sem desanimar
Meus prantos já foram tantos
Mas chega de me lamentar
Vou esvaziar meus tormentos
A vida sem lágrimas planejar
Ângela Guedes

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O BOTO

O boto cor de rosa é originado da região Norte do Brasil. 

Este é o sedutor das águas. 





Conta a lenda que o Boto é um peixe encontrado nos rios da Amazónia, e que a noite ele se transforma num rapaz bonito, alto, forte, bom dançarino e bebedor. Voluptuoso e sedutor, frequenta bailes, namora e engana as moças que chegam as margens dos rios, engravidando-as. A moça permite que ele a possua e a desvirgine, e não consegue pensar no que está fazendo. Está enlouquecida de prazer, pois tamanha é a magia deste homem silencioso, que fala pouco, mas cada fala sua é um suspiro, um sussurro no seu ouvido, sua voz é uma carícia. 
Ele nunca tira o chapéu, nem por um momento é para esconder um buraco que tem no topo da cabeça, o respirador do boto. 
De madrugada volta para o rio onde recupera a forma animal.  
.




 A origem desta história se dá em função de que o boto tem seus órgãos sexuais muito semelhantes aos órgãos sexuais dos humanos, portanto os homens também podem seduzir uma fêmea de boto. Sendo assim a lenda fala da possibilidade de sedução e envolvimento deste mamífero com a mulher, que se apaixona perdidamente por ele para depois viver de saudades e solidão até que haja uma próxima festa, quando ela espera ansiosa que ele retorne para que possam viver esse grande amor impossível.


No imaginário dos pescadores, o boto que nada tão sensualmente, de pele lisa rosada e olhos inteligentes, é um grande amante, um sedutor irresistível, um mágico que tem poder sobre as mulheres.


Esta lenda encanta até os dias de hoje e serviu de inspiração para vários livros, canções e filmes.
Ângela Guedes





terça-feira, 1 de junho de 2010

A DISCRIMINAÇÃO COM OS NORDESTINOS


É triste, eles nos vêem com desprezo, como inferiores, miseráveis e menos desenvolvidos.