segunda-feira, 19 de julho de 2010

SIMPLICIDADE E PRUDÊNCIA



Um guerreiro é simples como as pombas, e prudente como as serpentes.
Quando se reúne para conversar, não julga o comportamento dos outros.
Ele sabe que as trevas utilizam uma rede invisível para espalhar seu mal. Esta rede pega qualquer informação solta no ar, e a transforma na intriga e a inveja que parasitam na alma humana.
Assim, tudo que é dito a respeito de alguém, sempre termina chegando aos ouvidos dos inimigos desta pessoa, acrescida da carga tenebrosa de veneno e maldade.
Por isso o guerreiro, quando fala das atitudes de seu irmão, imagina que ele está presente, escutando o que diz.
 Paulo Coelho

quinta-feira, 15 de julho de 2010

VEM, SERENIDADE!




Vem, serenidade!
Vem cobrir a longa
fadiga dos homens,
este antigo desejo de nunca ser feliz
a não ser pela dupla humidade das bocas.

Vem, serenidade!
faz com que os beijos cheguem à altura dos ombros
e com que os ombros subam à altura dos lábios,
faz com que os lábios cheguem à altura dos beijos.
Raul de Carvalho

TU TENS UM MEDO




Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.

E então serás eterno.

MONÓLOGO DE SEGISMUNDO (LA VIDA ES SUEÑO, Ato I, Cena I)



"Ai miserável de mim e infeliz!
Apurar, ó céus, pretendo, já que me tratais assim, que delito cometi contra vós outros, nascendo; que, se nasci, já entendo qual delito hei cometido:bastante causa há servido vossa justiça e rigor, pois que o delito maior do homem é ter nascido.
E só quisera saber, para apurar males meus deixando de parte, ó céus, o delito de nascer, em que vos pude ofender por me castigardes mais?
Não nasceram os demais?
Pois se eles também nasceram, que privilégios tiveram como eu não gozei jamais?
Nasce a ave, e com as graças que lhe dão beleza suma, apenas é flor de pluma, ou ramalhete com asas, quando as etéreas plagas corta com velocidade, negando-se à piedade do ninho que deixa em calma:
só eu, que tenho mais alma, tenho menos liberdade?
Nasce a fera, e com a pele que desenham manchas belas, apenas signo é de estrelas graças ao douto pincel, quando atrevida e cruel, a humana necessidade lhe ensina a ter crueldade, monstro de seu labirinto:
só eu, com melhor instinto,tenho menos liberdade?
Nasce o peixe, e não respira, aborto de ovas e lamas,e apenas baixel de escamas por sobre as ondas se mira, quando a toda a parte gira, num medir da imensidade co'a tanta capacidade que lhe dá o centro frio:
só eu, com mais alvedrio, tenho menos liberdade?
Nasce o arroio, uma cobra que entre as flores se desata, e apenas, serpe de prata, por entre as flores se desdobra, já, cantor, celebra a obra da natura em piedade que lhe dá a majestade do campo aberto à descida:
só eu que tenho mais vida, tenho menos liberdade?
Em chegando a esta paixão um vulcão, um Etna feito, quisera arrancar do peito pedaços do coração. Que lei, justiça, ou razão, nega aos homens - ó céu grave!
privilégio tão suave, exceção tão principal,que Deus a deu a um
cristal,ao peixe, à fera, e a uma ave?"

MONÓLOGO DE SEGISMUNDO (LA VIDA ES SUEÑO, Ato I, Cena I)
de Pedro Calderón de la Barca

quarta-feira, 7 de julho de 2010

ESTILOS DE SAUDAÇÃO

Um dos primeiros passos para se travar conhecimento com alguém está no cumprimento. Este momento delimitado por segundos pode dizer muito de si e da forma como deseja receber o outro. Um aperto de mão forte, olhar nos olhos e ser delicado podem ser cartões-de-visita valiosos uma promissora relação, pessoal ou profissional. 
APERTO DE MÃO

“O aperto de mão surgiu na Antiguidade para mostrar a alguém que não se portava arma. No seu significado mais antigo e lendário, um aperto de mão era a forma pela qual um deus concedia seu poder a um dirigente terrestre. Isso está gravado em diversos hieróglifos egípcios, em que o verbo “dar” é representado por uma mão estendida. Os historiadores e folcloristas acreditam que o aperto de mão seria um gesto de boa vontade: o homem primitivo, que andava sempre armado, estendia a mão, vazia, para mostrar a alguém que não portava armas e desejava a paz. Por essa razão, as mulheres, que não carregavam armas, tampouco tinham o hábito de apertar as mãos”.
 DÁ UMA CURVADINHA

Abaixar o corpo é a forma de cumprimento mais tradicional do Japão desde o século 8. Pode parecer simples, mas o ato de curvar-se em reverência, chamado de ojigi, é cheio de significados. Dependendo de como é feito, pode apontar o grau de importância tanto de quem é cumprimentado quanto de quem cumprimenta. Também é necessário trocar palavras apropriadas durante a saudação, e por isso não é raro que dois japoneses, ao se encontrar, façam cinco ou seis reverências enquanto conversam. Essa demonstração de respeito é tão importante que os nipônicos se curvam mesmo quando falam ao telefone.
REVERENCIA COM AS MÃOS

Usado principalmente na Índia, mas também em outros países asiáticos, o famoso Añjali Mudra pequena reverência com as mãos juntas do peito – pode ser feito em silêncio ou acompanhado da palavra namaste, que em sânscrito significa “O Deus que existe em mim saúda o Deus que existe em você”
 TCHAU

O velho e bom tchauzinho é um dos gestos mais comuns no mundo, sendo utilizado para cumprimentar de longe, em momentos rápidos, ou, ainda, ao se despedir de alguém. Acredita-se que sua origem seja parecida com a do aperto de mão, como demonstração de que a galera está desarmada
ALOHA!

Aloha em havaiano significa carinho, amor, paz, compaixão e misericórdia. Atualmente popularizado pela galera do surfe, em geral o shaka ou hang loose é feito junto com uma balançadinha da mão. No Havaí, diz-se que o gesto surgiu com um cara chamado Hamana Kalili, que perdeu os três dedos do meio num moedor de açúcar e, com isso, seu aceno de mão passou a ter apenas o polegar e o mindinho. Surfistas e crianças simpatizaram com a coisa e, em pouco tempo, já era uma tradição no país, se espalhando pelo mundo
 SINAL DE AMOR

O cumprimento ILY surgiu a partir da língua dos sinais de deficientes auditivos nos EUA, onde significa I Love You. Mas ele só espalhou mesmo como uma saudação corriqueira, nos EUA e Canadá, a partir do final dos anos 60, quando foi adotado pela galera hippie do paz e amor.”
 LEVANTAR A ABA DO CHAPÉU

A saudação em que se levanta dois dedos até certa altura da cabeça teve sua origem na corte de Luís XIV, conforme o estatuto social do interlocutor. Se fosse um homem importante, havia que se levantar o chapéu, para uma dama, retirá-lo completamente e para alguém de classe social inferior, apenas era necessário tocar na aba do chapéu.
CONTINÊNCIA

A origem exata da continência é incerta. Sabe-se que o cumprimento é usado como sinal de respeito, sempre com caráter militar, há séculos. A teoria mais aceita é que ela tenha surgido durante a Baixa Idade. “O cavaleiro levantava o visor do elmo para que outra pessoa o identificasse como amigo ou como membro do mesmo grau de cavalaria”, afirma o comandante Antonio Luiz Porto e Albuquerque, ex-professor de História Naval da Escola Naval, no Rio de Janeiro. “Ainda hoje, a saudação é feita olhando para a pessoa cumprimentada, identificando-a como parte das organizações defensoras do Estado.”
 JOÍNHA!

O dedão para cima é outra saudação quase universal. Mas o joínha” já teve outro significado ao longo da história. Na Antiguidade, por exemplo, representava desaprovação. Há até uma polêmica em torno de seu uso no Coliseu, em Roma. Em vez de um sinal para poupar a vida de um gladiador, alguns estudiosos dizem que platéia usava o dedão para cima quando queria a morte pela espada, escondendo o dedão caso quisesse salvar a pele do cara
BEIJO NA FACE

O popular beijinho na bochecha é comum em vários países, cumprimento que consiste em um meio abraço acrescido de um beijo simulado no lado esquerdo da face, podendo ser repetido no lado direito.Geralmente os homens não usam esta saudação entre si. Porém, em diversas regiões, como na Argentina e na Federação Russa, muitos homens também trocam beijinhos quando se encontram.
(Este artigo é o resultado da minha pesquisa na net)

sábado, 3 de julho de 2010


"O mal de quase todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio 
a ser salvos pela crítica." 
(Norman Vincent Peale)