quinta-feira, 29 de setembro de 2011

ORAÇÃO DO HOMEM QUE CORRE



SENHOR
Olho em volta de mim e veio a pressa de todos os homens...
Todos têm pressa pois precisam vencer o tempo, tão pouco tempo lhes deste...
A criança corre porque tem muito para brincar
E o tempo não lhe basta...
O adolescente corre porque tem muito que divertir
E o tempo não lhe basta...
O homem corre porque tem mil negócios a tratar
E o tempo não lhe basta...
A mulher corre porque precisa ganhar o tempo que perdeu
E o tempo não lhe basta...
Correm os carros pelas ruas, não importa se ferem ou matam.
Correm as motos, os ônibus, os caminhões.
Tudo corre, todos correm, e o tempo voa.
A conversa tranqüila e descompromissada não pode ser:
A falta de tempo não a permite.
O marido não conversa com a esposa: ele tem pressa e ela muito mais.
(Afinal deve recuperar o tempo que perdeu como simples dona-de-casa...)
O filho não conversa com o pai pois os amigos o esperam no bar.
E, afinal, o pai já está muito "coroa" para um papo legal...
Já não se passeia nas praças,
Não se anda pelas avenidas a olhar as vitrines,
Não se senta nos bancos para ouvir a banda
que tocava alegremente nos coretos enfeitados.
O mundo mudou.
O progresso veio correndo e com ele trouxe a correria.
Todos correm, não em busca de "ser mais" mas para "ter mais".
Ter mais dinheiro. Ter mais prestígio. Ter mais simpatia popular.
Ter olhares admirados. Ter a aprovação das multidões. Ter... Ter...Ter...
Olho em redor, Senhor,
E busco as mãos dada suavemente, os olhares serenos, os sorrisos calmos.
Ao invés do carinho inocente, vejo os beijos tórridos, carnais, sexuais.
Ao invés do namoro, vejo o "sarro".
Ao invés do amor, vejo o desejo.
Ao invés da paz, vejo a ansiedade.
Olho os céus e vejo a lua, as estrelas.
Todo o cosmos continua a girar na mesma velocidade de milhares de anos.
Só o homem, em sua tola vaidade, não descobre que o tempo continua o mesmo.
E que da vida que tanto quer tirar, em louca correria,
Somente tira o amargo sabor de vida que não viveu,
Do amor que não amou,
Da oração que não fez,
Porque corria, corria muito, até que para ele, num dia inesperado,
O tempo parou.
Amém!
(Autor Desconhecido)

SE EU FOSSE APENAS...


Se eu fosse apenas uma rosa,
com que prazer me desfolhava,
já que a vida é tão dolorosa
e não te sei dizer mais nada!



Se eu fosse apenas água ou vento,
com que prazer me desfaria,
como em teu próprio pensamento
vais desfazendo a minha vida!



Perdoa-me causar-te a mágoa
desta humana, amarga demora!
- de ser menos breve do que a água,
mais durável que o vento e a rosa...


Cecília Meireles

Melhores Poemas, Global Editora, 1984 - S.Paulo, Brasil

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A MULHER É SEMPRE UM MISTÉRIO


retrato de adele bloch bauer i gustav klimt 295x300 Gustav Klimt   Pintor Simbolista Austríaco

 Retrato de Adele Bloch Bauer I – Gustavo Klimt


Eu não sou esta que anda pela rua, que trafega nas estradas, que enche a bolsa de papeizinhos sem identificação...
Não sou a que morre de amores, a que renasce a cada paixão, a que se infiltra nos seus sonhos sem pedir licença.
Não sou apenas uma, mas muitas.
Mitificada no feminino, discriminada nas esquinas.
Eu não sou apenas a mulher do homem que escolhi; mãe do filho que pari, ou ainda um enxerto na carência de muitos.
Sou todas e nenhuma...
Portanto, desconfie de qualquer uma delas... Você pode estar diante de uma franca ou uma dissimulada...
Depende mais e sempre do olhar de quem vê.
O que importa não é quem eu sou... Mas sempre a que eu ainda posso vir a ser.
E, ao passear seus olhos por aqui, não esqueça:
Uma mulher, não importa qual, é sempre um mistério exposto.
Claudia Letti

LIBERDADE




Que pena eu ter meu caminho

como um rio que corre sem misturar-se
como uma nuvem que passa sozinha
como uma estrada que segue sem bifurcar-se.

Que pena eu ser assim: sem afluentes.
Sem parcerias. Sem dono. Sem encruzilhada.
E ter a cara inteira, não metade. Que pena eu
ser total, não ter um trevo; uma esquina


Uma paralela, uma brecha.
Um espaço em mim, que pena eu ser assim: com divisas.
que pena eu ser assim: um sem outro.
Como um único sole uma só lua.
E não como as meias: aos pares.


Glória Horta

SONHOS




 Há quem sonhe com coisas que aconteceram, e explicam porque. Eu sonho com coisas que nunca acontecerão e pergunto: porque não?
Karina Agnês

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

BONS TEMPOS


Um pouco, de humor não faz mal a ninguém!!!


Um casal de velhinhos está deitado. Cada um para um lado da cama. A esposa não está nada satisfeita com a distância que há entre eles. Ela não aguenta e lembra ao marido:
–Quando éramos jovens, você costumava segurar a minha mão na cama.
Ele hesita e, depois de um breve momento, segura a mão dela.
–Quando éramos jovens, você costumava ficar bem pertinho de mim.
Resmungando um pouco, ele vira o corpo com certa dificuldade e se aconchega perto dela da melhor maneira possível.
–Quando éramos jovens você me olhava com desejo.
Ele tenta fixar o olhar na mulher, com dificuldade, devido à catarata.
Ela ainda insatisfeita:
–Quando éramos jovens, você costumava mordiscar a minha orelha.
Ele dá um longo suspiro, joga a coberta de lado e sai da cama.
Ela se sente ofendida.
–Aonde você vai?
–Buscar minha dentadura, ora bolas!

 Texto de Luiz Souza

QUANDO O CORAÇÃO DÓI!!!




 Quando o coração dói...                    

                                  ...não sentimos vontade de levantar pela manhã e queremos que a noite dure para sempre para não termos de enfrentar o dia cara a cara. E quando se torna impossível continuar enrodilhados em nossos edredons acolchoados, levantamos e nem percebemos que o sol brilha e que o céu é azul, limpo de nuvens.

Quando o coração dói...
                                    ...tentamos e não conseguimos comer, pois um bolo se forma na garganta e temos que cuspir fora o que ingerimos, sem sentir os sabores que outrora enchiam de água a nossa boca.

Quando o coração dói...
                                    ... uma força nos prende dentro de casa onde as sombras se instalam e tudo fica triste, feio e sujo. E se não há outro jeito e temos que sair para a rua, não vemos o sol brilhando, nem sentimos o perfume das flores que colorem os jardins por onde passamos e andamos sozinhos pelas ruas porque as pessoas se tornam imagens mecânicas que passam por nós e nem vemos.

Quando o coração dói...
                                    ... nossos sentidos ficam entorpecidos e só o que existe é o peso no coração que toma conta de todo corpo e o nosso espírito se afasta de nós e se recolhe em seu casulo transcendente esperando o momento de voltar. 

Quando o coração dói...
                                    ... olhamos os objetos de nossa mesa de trabalho e os trocamos de lugar maquinalmente sem conseguir fazer nada do que deveria ter sido feito. E quando alguém nos pergunta como vamos respondemos monocordiamente que tudo bem sem ter coragem de olhar nosso interlocutor nos olhos.

Quando o coração dói...
                                    ...esquecemos que viemos de carro para o trabalho e vamos para o ponto de ônibus onde perdemos todos e voltamos para casa a pé, sem sentir cansaço, frio ou calor, só dor.

Quando o coração dói...
                                    ...até o banho se torna um suplício, usamos as mesmas roupas todos os dias e vamos deitar do jeito que estamos, calçando nossos sapatos apertados que esquecemos de tirar.

Quando o coração dói...
                                   ... as letras dos jornais e dos livros se embaralham sem conseguir formar palavras e as imagens da televisão são seres que passam por nossos olhos como fantasmas sonolentos.

Quando o coração dói...
                                    ... a chuva não acalanta,  a música não embala e todo e qualquer barulho por mais insignificante que seja nos causa sobressalto. 

Quando o coração dói...
                                    ...podemos estar em companhia de muita gente, podemos estar em uma festa, onde fomos sem vontade, mas é como se estivéssemos sós no mundo, sem nenhuma ligação com nada, mas pesados, sem movimento.  

Quando o coração dói...
                                    ...não queremos comprar nada, não queremos vender nada, só queremos sumir, virar fumaça, desaparecer no ar.
                                 

Quando o coração dói...
                                    ...dói tão forte que se fosse possível o arrancaríamos e lançaríamos para fora de nós.

Quando o coração dói...
                                    ...mas quando ele dói de verdade, a dor é tão grande que a gente pensa que nunca mais vai passar...

...mas passa. E quando passa a gente observa que ele ficou mais forte, mais duro e mais rijo e as coisas voltam ao normal. E quando a vida volta ao normal é que a gente percebe o quanto ela é bela, o quanto vale a pena... até a próxima dor.

*Este texto é simplesmente perfeito ele foi escrito por Maria Olímpia Alves de Melo

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

ANTES QUE ELAS CRESÇAM




Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.É que as crianças  crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância. Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente. Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura. Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal? Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas. Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração. Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros. Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos. Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram  para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta   dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela. Deveríamos ter ido mais  vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir  sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, posteres e agendas coloridas de pilô. Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas. Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto. No princípio  subiam a serra ou iam à casa de  praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo  com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio  dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha  terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes. O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto. Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.
AFFONSO ROMANO DE SANT'ANNA


“ɐɯıɔ ɐɹɐd ɐçǝqɐɔ ǝp ɹǝʌıʌ ɐ ɹǝpuǝɹdɐ soɯɐssod ǝnb ɐɹɐd 'oxıɐq ɐɹɐd ɐçǝqɐɔ ǝp ɐpɐɔoloɔ é ɐpıʌ ɐssou 'sǝzǝʌ sɐ”


“APENAS NOS ILUDIMOS,


PENSANDO SER DONOS DAS COISAS, DOS INSTANTES E DOS OUTROS. COMIGO CAMINHAM TODOS OS MORTOS QUE AMEI, TODOS OS AMIGOS QUE SE AFASTARAM, TODOS OS DIAS FELIZES QUE SE APAGARAM. NAO PERDI NADA, APENAS A ILUSÃO DE QUE TUDO PODIA SER MEU PARA SEMPRE."

“SE ALGUMAS PESSOAS SE AFASTAREM DA SUA VIDA, NÃO FIQUE TRISTE.






É apenas a resposta da oração quando pedimos:

 LIVRAI-NOS DE TODO MAL, AMÉM..."
























                                                                            Foto da Net

SUSTO




Assunto: Aprendendo a dar as notícias
De: PedroBosan@aol.com



Querido Pai e Querida Mãe:



Já fazem três meses que estou na Universidade, e demorei para
escrever-lhes.Sinto muito a demora, mas agora vou colocar as notícias em
dia. Antes de continuar, por favor, sentem-se. Não continuem lendo antes de
sentar, ok?
Agora já estou melhor. A fratura e o traumatismo craniano que tive ao
pular da janela de meu quarto em chamas ao chegar aqui,
estão praticamente curadas. Passei só duas semanas no hospital, minha visão
está quase normal, e aquelas terríveis dores de cabeça só voltam uma vez
por semana. Como o incêndio foi causado por um descuido meu, teremos que
pagar 50 mil dólares para a Universidade pelos danos causados, mas isso não
é nada, pois o importante é que estou vivo.
Felizmente a empregada que trabalha na lavanderia em frente viu tudo.
Foi ela quem chamou a ambulância e avisou os bombeiros. Ela também foi
ver-me no hospital, e como eu não tinha para onde ir, já que meu quarto
ficou reduzido a cinzas, teve a gentileza de convidar-me a viver com ela.
Na verdade é um quarto no sótão, mas é muito agradável. Ela tem o dobro da
minha idade, estamos perdidamente apaixonados e queremos casar.
Apesar de não termos ainda fixado a data, espero que seja antes que a
gravidez seja muito evidente.
... Pois é, queridos pais, serei papai. Sabendo que vocês sempre
quiseram ser avós, tenho certeza que acolherão muito bem as crianças (são
trigêmeos), com o mesmo amor e carinho que me deram quando era pequeno. A
única coisa que ainda está atrapalhando nossa união, é uma pequena infecção
que minha noiva pegou, e que nos impede de fazer os exames
pré-matrimoniais. Eu também, por descuido, acabei infectando-me, mas estou
melhor com as doses diárias de penicilina que agora estou tomando.
Sei que vocês a receberão com os braços abertos em nossa família. Ela
é muito amável e, apesar de não ter estudado, tem muita ambição. Da mesma
forma, apesar de não seguir a nossa religião, tenho certeza que vocês serão
tolerantes e sei que tampouco lhes importará o fato de sua pele ser um
pouco mais escura que a nossa.
Tenho certeza que a amarão tanto quanto eu. Como ela tem mais ou menos
a sua idade, mamãe, tenho certeza que se darão muito bem e se divertirão
muito juntas pois, como a casa onde vivemos é muito pequena, pretendo
voltar para casa com toda a minha nova família.
Seus pais também são pessoas muito boas. Parece que o pai dela foi um
marceneiro famoso na aldeia africana de onde eles vieram.

Bem, agora que já sabem de tudo, é preciso que lhes diga que não
ocorreu nenhum incêndio, não tive nenhum traumatismo craniano, não estive
hospitalizado, não tenho noiva, não tenho sífilis e não há nenhuma mulher
negra em minha vida.
A verdade é que tirei zero em física, 2 em matemática e 1 em biologia,
e quis mostrar-lhes que existem coisas bem piores na vida, que notas
baixas.

Um beijo de seu filho...

A INVENÇÃO DO ABRAÇO


Há braços longos



e curtos,



magros e gordos.



Há braços brancos



e negros,



de velhos de crianças.



Há braços de homem



e de mulher



Há braços e braços.



Até que um dia alguém deu um passo,




diminuiu o espaço


e fez do braço um laço.


Foi um sucesso, virou moda, e hoje até na hora do fracasso se há braço
há abraço.






Texto de Ricardo Silvestrin

Imagens tiradas da net










segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O BEIJO DE CADA SIGNO!!!



Há beijos de amor, de amizade, de paixão, de desejo. Beijos que seduzem, beijos que conquistam. Beijos de despedida, que selam uma história ou prenunciam um recomeço. Beijos…


Na hora do beijo, é impossível ser falso, dissimulado. Mais do que o ato de amor, o beijo fala por si mesmo. Traduz emoções. Revela personalidades. Anuncia um jeito de ser, de amar, de sentir…

A seguir, você descobrirá os segredos dos beijos do nativo de cada signo. Leia e, na primeira oportunidade, descubra se o seu bem-querer beija do jeitinho que os astros mandam.

ÁRIES – Costuma se entregar de corpo e alma quando está beijando. É um beijo quente, entusiasmado, percorre a boca desejada com paixão.  Não é dado a beijocas superficiais, pois gosta de sentir uma emoção e uma energia intensa nesse momento muito especial.  Bastante impulsivo, prefere impor o jeito de beijar.

VIRGEM – O virginiano é perfeccionista até no beijo. Ele toma o maior cuidado para que a pessoa amada se sinta plenamente envolvida pela carícia de seus lábios suaves e de sua língua ávida de sensações. É um beijo intenso, molhado, delicioso!  A timidez não interfere no beijo, geralmente apaixonado. Toca fundo no coração e quer que o par se sinta super bem. Na verdade, não parece, mas ele é um grande beijoqueiro.

GÊMEOS – Seu beijo é muito diferente e criativo. Não gosta de rotina na hora de beijar. Adora brincar com os lábios e com a língua, faz o perfeito jogo da sedução, percorrendo os contornos da boca da pessoa amada, mordiscando-a, saboreando-a… É um beijo meio moleque, gostoso, jovial e cativante.Deixando sem fôlego o seu amor.

CÂNCER – Muito romantismo, carinho e suavidade fazem parte do seu beijo. Quando está muito envolvido coloca a própria alma no ato de beijar. No momento em que seus lábios se unem à boca da pessoa amada, ele traduz o mais puro romantismo e faz dessa carícia uma verdadeira declaração de amor. , gosta de beijar ardentemente. Sabe exatamente o que a outra pessoa está esperando.

LEÃO – Quer que todos os seus beijos sejam inesquecíveis, por isso não mede esforços para que sejam perfeitos.  Acredita que beijar é uma arte. Por isso, ele se esmera em percorrer docemente a boca do parceiro, alternando carícias suaves com outras mais ardentes. Seu beijo tem gosto de paixão, de desejo, de força e intensidade. Enfim, é um beijo de Fogo, capaz de seduzir e incendiar.

CAPRICÓRNIO – Pode ser uma caixinha de surpresas. O seu beijo; começa tímido, meio sem raça, mas depois se transforma num beijo quente, explosivo, cheio de desejo. É um beijo prolongado, desses que roubam o fôlego e deixam um gostinho de "quero mais".  Essa é sua arma secreta na hora de seduzir.

LIBRA – Mistura palavras, carinhos e gestos românticos enquanto beija. Gosta de muito mimo também. E não tem pressa. Com seus lábios doces e ao mesmo tempo ousados, ele conduz a pessoa amada para um lindo cenário, feito de flores, nascentes de água e pôr-do-Sol. Impossível não se entregar à carícia feita por essa boca que sempre parece querer "algo mais"… Beijo para você tem que ser bem devagar e repleto de carícias.

ESCORPIÃO – Tem o beijo mais erótico e quente . faz do beijo uma extensão do ato sexual. É um beijo convidativo, que faz pensar nas cenas mais loucas e ardentes. É um beijo-armadilha, um beijo-sedução, um beijo-paixão… Uma experiência inesquecível!  Primeiro envolve a pessoa em sua magia, mistério e romantismo, depois dá o bote. A sensualidade é marca registrada em seus beijos.

SAGITÁRIO -Adora muitos carinhos e dengos, enquanto beija percorre o corpo da pessoa amada como se quisesse invadi-lo, conhecer todos os seus segredos, ultrapassar fronteiras. É um beijo quente e sensual, com um quê de selvagem, com cheiro de feno e sabor de aventura. . Gosta de se sentir especial e que a pessoa se entregue ao seu beijo. É bastante assanhado (a) com as mãos na hora em que se está beijando.

TOURO – Tem um beijo cheio de desejo e sensualidade . Gosta de despertar as mais variadas sensações em quem está beijando e ele aprecia o sabor, o calor, a textura da boca beijada.. É calmo e prefere beijos longos, profundos, e molhados.

AQUÁRIO - Adora inovar beija como se quisesse desafiar as expectativas da pessoa amada. Alterna beijos carinhosos com outros de pura volúpia e é capaz de transmitir um desejo intenso com o mais simples toque de lábios… Está sempre em busca de sensações novas e não tem medo de ousar. Por isso seus beijos nunca são iguais. Gosta de abraçar a pessoa amada enquanto beija. Precisa estar envolvido por inteiro para desfrutar do beijo.?

PEIXES – Sua característica principal é dar prazer ao outro. tem um beijo inteiramente devotado à pessoa amada. É um beijo-doação, em que ele procura proporcionar o máximo de sensações, de prazeres, de sabores e calores… Por isso mesmo, é um beijo delicioso, que nunca se repete, mas se supera a cada nova experiência.

Bons beijos! E bons amores!

Texto tirado da net (Desconheço o Autor )

TU TENS UM MEDO



Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo dia.
No amor.
Na tristeza
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.
Não ames como os homens amam.
Não ames com amor.
Ama sem amor.
Ama sem querer.
Ama sem sentir.
Ama como se fosses outro.
Como se fosses amar.
Sem esperar.
Tão separado do que ama, em ti,
Que não te inquiete
Se o amor leva à felicidade,
Se leva à morte,
Se leva a algum destino.
Se te leva.
E se vai, ele mesmo...
Não faças de ti
Um sonho a realizar.
Vai.
Sem caminho marcado.
Tu és o de todos os caminhos.
Sê apenas uma presença.
Invisível presença silenciosa.
Todas as coisas esperam a luz,
Sem dizerem que a esperam.
Sem saberem que existe.
Todas as coisas esperarão por ti,
Sem te falarem.
Sem lhes falares.
Sê o que renuncia
Altamente:
Sem tristeza da tua renúncia!
Sem orgulho da tua renúncia!
Abre as tuas mãos sobre o infinito.
E não deixes ficar de ti
Nem esse último gesto!
O que tu viste amargo,
Doloroso,
Difícil,
O que tu viste inútil
Foi o que viram os teus olhos
Humanos,
Esquecidos...
Enganados...
No momento da tua renúncia
Estende sobre a vida
Os teus olhos
E tu verás o que vias:
Mas tu verás melhor...
... E tudo que era efêmero
se desfez.
E ficaste só tu, que é eterno.
Cecília Meireles

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

HOJE



Os problemas hoje parecem menores do que antes
O que me entristecia ontem, hoje não me incomoda mais.
É preciso que a cada dia, tenhamos a disposição e a humildade 
de recomeçar a vida e reconstruir o  hoje.
A nossa vida e um constante desconstruir e reconstruir.

Ângela Guedes

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO



A história se inicia com o Duque Teseu, que se prepara para casar com a rebelde Hipólita. Antes do casamento, Teseu é chamado para resolver uma disputa amorosa envolvendo a romântica Hermia e seu pai Egeu. Hermia ama Lisandro, mas Egeu deplora a idéia e quer forçá-la a se casar com Demetrio. Como Teseu sela o destino infeliz da garota, Hermia e Lisandro decidem fugir para a floresta. Enquanto isso, Demetrius é perseguido incessantemente pela apaixonada Helena, que irá se humilhar para conseguir seu amor.
Os quatro, irão se encontrar em uma floresta povoada por sátiros, ninfas, fadas e outros seres encantados. O Rei das Fadas, Oberon está em pé de guerra com a belíssima rainha Titânia. Frustrado e desgostoso, Oberon decide descontar bagunçando o coreto da natureza. Arma com Puck um plano ardiloso envolvendo uma poção mágica, que fará com que qualquer pessoa se apaixone pelo primeiro ser vivo que ver pela frente.
Enquanto isso, um grupo de atores amadores ensaia uma peça para o casamento do duque: o hilário Nick Bottom, Peter Quince, Francis Flute , Tom Snout, entre outros. Oberon transforma Bottom em um homem com orelhas de burro e ordena a Puck que use a poção em Titânia para ridicularizá-la. A belíssima rainha se apaixona pelo asno, assim como as confusões armadas por Puck levam os casais na floresta a caírem de amores pelos pares errados. Quebrado o encanto da poções, Bottom vira gente novamente, Oberon e Titânia fazem as pazes, e os casais vivem felizes.

A Midsummer Night's Dream (Sonho de uma Noite de Verão, em português) é uma peça teatral da autoria de William Shakespeare, uma comédia escrita em meados da década de 1590.



VALE A PENA CONFERIR A TRILHA   




1Sonho Overture Uma Noite de Verão
2Brindisi
3Che gelida Manina
4Course Of True Love
5Entre a Lua e da Terra Fria
6Ice Hot
7Falsificações de Ciúme
8Eu conheço um lugar onde sopra o tomilho selvagem
9Casta Diva
10Intermezzo
11Que tolos esses mortais
12Neve estranho
13Amantes justo você está Felizmente Met
14Una furtiva Lagrima
15Marcha Nupcial *

16Visão mais raros
17Non Piu Mesta