terça-feira, 31 de janeiro de 2012

10 MÚSICAS QUE VÃO GRUDAR NO SEU CÉREBRO


Todo mundo tem uma lista pessoal de músicas-chiclete, certo? Aquelas melodias que se infiltram nos neurônios e não saem nunca mais da cabeça? Pois elas têm nome científico: earworm (ou “verme de ouvido”) e causam uma “coceira cerebral”, ou necessidade do cérebro de preencher lacunas no ritmo da música. Quando nós ouvimos alguns trechos de músicas mais propícias (as canções pop são mestras nisso), parte do cérebro automaticamente preenche com o resto - ou seja: o cérebro continua “cantando” depois que a melodia já terminou. Essas canções também são chamadas de memes musicais e afetam algumas pessoas mais do que outras.
O jeito de se curar? Ouvindo outra música - de preferência, com poderes autocolantes ainda maiores. Teste sua vulnerabilidade a vermes musicais com estes 10 vídeos pra lá de hipnotizantes.
Livia Aguiar






















Como se livrar do chicle de ouvido por Davi Rocha
Dicas rápidas e eficientes contra essa praga

Cante tudo
Quando tentamos lembrar "como é mesmo aquela letra?", ficamos parados numa parte da música o dia inteiro. Uma solução é cantar a música inteira, para eliminar de vez o chicle.

Vire o disco
Se não pode vencê-los, junte-se a eles. Livrar-se totalmente de uma música pode ser difícil. Aí o jeito é substituir uma melodia muito irritante por alguma que vá irritá-lo um pouco menos.

Pense muito
Ocupe-se. TV não ajuda muito, já a leitura mantém o cérebro trabalhando. Por isso, se ficar com alguma música na cabeça depois desta reportagem (sei lá, qualquer uma), continue lendo pra passar.

Esta reportagem foi publicada na revista superinteressante.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A VERDADE E A PARÁBOLA


Artista Noah Buchanan


A Verdade visitava os homens; sem roupa e sem adornos, tão nua quanto o seu nome.
E todos os que a viam viravam-lhe as costas de vergonha ou de medo e ninguém lhe dava as boas vindas.
Assim a Verdade percorria os confins da Terra, rejeitada e desprezada.
Numa tarde, muito desolada e triste, encontrou a Parábola que passeava alegremente, num traje belo e muito colorido.
— Verdade, porque estás tão abatida? - perguntou a Parábola.
— Porque devo ser muito feia já que os homens me evitam tanto!
— Que disparate - riu a Parábola - não é por isso que os homens te evitam.
Toma, veste algumas das minhas roupas e vê o que acontece.
Então a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola e, de repente, por toda a parte onde passava era bem vinda.
Então a Parábola falou:
— A verdade é que os homens não gostam de encarar a Verdade nua; eles a preferem disfarçada!
(CONTO JUDAICO)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

NUMA SALA DE REBOCO

Foto Lília Guedes Lins

Todo tempo quanto houver pra mim é pouco
Pra dançar com meu benzinho numa sala de reboco
Todo tempo quanto houver pra mim é pouco
Pra dançar com meu benzinho numa sala de reboco

Enquanto o fole tá fungando tá gemendo
Vou dançando e vou dizendo meu sofrer pra ela só
E ninguém nota que eu estou lhe conversando
E nosso amor vai aumentando
Pra que coisa mais melhor?

Todo tempo quanto houver pra mim é pouco
Pra dançar com meu benzinho numa sala de reboco
Todo tempo quanto houver pra mim é pouco
Pra dançar com meu benzinho numa sala de reboco

Só fico triste quando o dia amanhece
Ai, meu Deus se eu pudesse acabar a separação
Pra nós viver igualado a sanguessuga
E nosso amor pede mais fuga do que essa que nos dão

Todo tempo quanto houver pra mim é pouco
Pra dançar com meu benzinho numa sala de reboco
Todo tempo quanto houver pra mim é pouco
Pra dançar com meu benzinho numa sala de reboco


Busto de Luiz Gonzaga, de autoria do artista Caxiado, doado pelo mesmo ao museu do forró.

Luiz Gonzaga do Nascimento (Exu, 13 de dezembro de 1912 — Recife, 2 de agosto de 1989) foi um compositor popular brasileiro, conhecido como o Rei do Baião.
Foi uma das mais completas e inventivas figuras da música popular brasileira. Cantando acompanhado de sua sanfona, zabumba e triângulo, levou a alegria das festas juninas e dos forrós pé-de-serra, bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino, para o resto do país, numa época em que a maioria das pessoas desconhecia o baião, o xote e o xaxado. Admirado por grandes músicos, como Dorival Caymmi, Gilberto Gil e Caetano Veloso, entre outros, o genial instrumentista e sofisticado inventor de melodia e harmonias, ganhou notoriedade com as antológicas canções Baião (1946), Asa Branca (1947), Siridó (1948), Juazeiro (1948), Qui Nem Giló (1949), Baião de Dois (1950) e Numa sala de reboco, José Marcolino e Luiz Gonzaga (1964).



quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

TUA CAMINHADA



Tua caminhada ainda não terminou....
A realidade te acolhe
dizendo que pela frente
o horizonte da vida necessita
de tuas palavras
e do teu silêncio.

Se amanhã sentires saudades,
lembra-te da fantasia e
sonha com tua próxima vitória.
Vitória que todas as armas do mundo
jamais conseguirão obter,
porque é uma vitória que surge da paz
e não do ressentimento.

É certo que irás encontrar situações
tempestuosas novamente,
mas haverá de ver sempre
o lado bom da chuva que cai
e não a faceta do raio que destrói.

Tu és jovem.
Atender a quem te chama é belo,
lutar por quem te rejeita
é quase chegar a perfeição.
A juventude precisa de sonhos
e se nutrir de lembranças,
assim como o leito dos rios
precisa da água que rola
e o coração necessita de afeto.

Não faças do amanhã
o sinônimo de nunca,
nem o ontem te seja o mesmo
que nunca mais.
Teus passos ficaram.
Olhes para trás...
mas vá em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te.

- Charles Chaplin -

sábado, 7 de janeiro de 2012

O MEDO CAUSADO PELA INTELIGÊNCIA



Quando Winston Churchill, ainda jovem, acabou de pronunciar seu discurso de estreia na Câmara dos Comuns, foi perguntar a um velho parlamentar, amigo de seu pai, o que tinha achado do seu primeiro desempenho naquela assembleia de vedetes políticas.

O velho pôs a mão no ombro de Churchill e disse, em tom paternal:

— Meu jovem, você cometeu um grande erro. Foi muito brilhante neste seu primeiro discurso na Casa. Isso é imperdoável! Devia ter começado um pouco mais na sombra. Devia ter gaguejado um pouco. Com a inteligência que demonstrou hoje, deve ter conquistado, no mínimo, uns trinta inimigos. “O talento assusta”.

Ali estava uma das melhores lições de abismo que um velho sábio pôde dar ao pupilo que se iniciava n'uma carreira difícil.

Isso, na Inglaterra.

Imaginem aqui, no Brasil.

Não é demais lembrar a famosa trova de Ruy Barbosa:

Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que, às vezes, fico pensando que a burrice é uma Ciência--.
A maior parte das pessoas encasteladas em posições políticas é medíocre e tem um indisfarçável medo da inteligência. Temos de admitir que, de um modo geral, os medíocres são mais obstinados na conquista de posições.

Sabem ocupar os espaços vazios deixados pelos talentosos displicentes que não revelam o apetite do poder.

Mas, é preciso considerar que esses medíocres ladinos oportunistas e ambiciosos, têm o hábito de salvaguardar suas posições conquistadas com verdadeiras muralhas de granito por onde talentosos não conseguem passar.

Em todas as áreas encontramos dessas fortalezas estabelecidas, as panelinhas do arrivismo, inexpugnáveis às legiões dos lúcidos. Dentro desse raciocínio, que poderia ser uma extensão do "Elogio da Loucura", de Erasmo de Roterdan, somos forçados a admitir que uma pessoa precisa fingir de burra se quiser vencer neste grupos de medíocres .

É pecado fazer sombra a alguém até numa conversa social. Assim como um grupo de senhoras burguesas bem casadas boicota, automaticamente, a entrada de uma jovem mulher bonita no seu círculo de convivência, por medo de perder seus maridos, também os encastelados medíocres se fecham como ostras, à simples aparição de um talentoso jovem que os possa ameaçar.

Eles conhecem bem suas limitações, sabem como lhes custa desempenhar tarefas que os mais dotados realizam com uma perna nas costas... Enfim, na medida em que admiram a facilidade com que os mais lúcidos resolvem problemas, os medíocres os repudiam para se defender.

É um paradoxo angustiante!

Infelizmente, temos de viver segundo essas regras absurdas que transformam a inteligência numa espécie de desvantagem perante a vida. Como é sábio o velho conselho de Nelson Rodrigues...

“Finge-te de idiota, e terás o céu e a terra”.
O problema é que os inteligentes gostam de brilhar!

Que Deus nos proteja, então, dos medíocres!...

TEXTO DE JOSÉ ALBERTO GUEIROS
Jornal da Bahia, 23.09.197

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

NÃO ESPERES NADA DE NINGUÉM




Não esperes nada de ninguém, nem mesmo dos teus mais íntimos. Anula a idéia de que as pessoas têm algum dever contigo. Aprende a cumprir a parte que te compete, o melhor que puderes, mas não exijas o mesmo de ninguém, ainda que sintas que te é devido.
Cada um responde por si. Lembra-te de que ninguém te deve nada, nem teus familiares mais chegados. Tudo que fizeste, fazes ou farás por eles é a parte que te compete fazer. Se exageraste, se deste demais e além de tuas forças, a culpa é tua.
Compreende. Não sejas sentimental, pensando que tens obrigação de te desvelares em excesso ou fazer coisas supérfluas, alimentar caprichos tolos, com o fito de captar-lhes afeto e gratidão. Isto é um grave erro.
Devemos ser bondosos, tolerantes, pacientes, não só com os nossos íntimos, mas com todos que se aproximam de nós. Muitas vezes não recebemos o que desejaríamos receber em afeição e consideração porque nos excedemos em carinho, exageramos em cuidados; e aqueles a quem os dispensamos, quase sempre nos desprezam, por achar-nos fracos de caráter, vulgares e sem personalidade.
Os que de ti receberam demasiado carinho, que foram superprotegidos, tornam-se egoístas, indiferentes, julgam que o mundo deve prostrar-se a seus pés e que todos lhe devem deferências especiais. Como isto não acontece, poderão voltar-se contra os que não lhes prepararam o caráter para enfrentar a vida de relação com seus semelhantes, a fim de viverem em harmonia e conquistar no mundo o seu lugar verdadeiro.
Procuremos viver sem sair do caminho do meio, e saibamos que não sentiremos falta de retribuição por nada que fizermos, sabendo que apenas cumprimos nosso dever.
Ninguém nos deve nada. Não esperemos nada de ninguém, senão da nossa própria consciência pelo dever cumprido.
O excesso, do muito ou do pouco, é sempre prejudicial.
Até a virtude exagerada se torna vício ou defeito.
Cenyra Pinto