quinta-feira, 5 de novembro de 2009

TRISTEZA TRAIÇOEIRA




Tratar-te como quem tem vida?
Porque o faria, se me matas aos poucos?
Posso vê-lo nos meus olhos...
Quando me deixas coragem
de me contemplar no espelho.

Desta vez chegaste de mansinho.
Percorreste tudo silenciosa.
Fizeste tua morada,
sem que me apercebesse.
Alimentaste-te, consumiste-me...
Deixaste apenas vazio...
Aumentando este buraco,
que não sei como preencher.

Porque não te vais embora?
Já não foi o suficiente?
Que pretendes de mim?

Julguei-te mal; julguei-te melhor do que és.
Julguei-te minha amiga - tristeza traiçoeira.
Agora vai! Deixa-me!
Já não mais nada para ti aqui!
Já não há mais nada para ninguém...
lb
--> Encontrei este poema no Site www.astormentas.com
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