sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A FORTALEZA DO ESPIRITO




Às vezes, parece que a vida não é mais do que um teste para nossa paciência e resistência.



Há dias em que a alegria já acorda em nossa companhia; e há dias em que levantamos sem ânimo, sem mesmo saber para quê, pois até a esperança de felicidade parece extinguir-se.



O cansaço e a desesperança atacam a todos, sem excepção; e há os que sucumbem e se rendem à vida, abandonando a luta e aceitando a derrota.



Que tu não sejas um destes e acordes, hoje, como um bravo; alguém a quem a vida, muitas vezes, não oferece nada, nem mesmo a esperança - mas que, mesmo assim, cerra os dentes, levanta, reage e luta!



Que acordes como um valente, de quem o destino pode tirar os sentidos e a respiração, mas não pode tirar a coragem.



Pois, se a vida nos testa, mostremos a ela que nosso corpo pode ser frágil, mas que nossa alma é de aço.



E que a espinha de um bravo verga, mas não quebra!


Desconheço o autor.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

CANSEIRA INEXPLICÁVEL


Desculpe gente, mas ultimamente me sinto invadida por uma sensação inexplicável de desconforto. 
Só de pensar em fazer alguma coisa já fico cansada. 
Ter de coordenar as ideias dá um nó na cabeça, 
Tenho vontade de ficar dormindo ou deitada o dia todo. mas acho que isso não é importante.

Vou tomar umas vitaminas.
Ângela Guedes

segunda-feira, 19 de julho de 2010

SIMPLICIDADE E PRUDÊNCIA



Um guerreiro é simples como as pombas, e prudente como as serpentes.
Quando se reúne para conversar, não julga o comportamento dos outros.
Ele sabe que as trevas utilizam uma rede invisível para espalhar seu mal. Esta rede pega qualquer informação solta no ar, e a transforma na intriga e a inveja que parasitam na alma humana.
Assim, tudo que é dito a respeito de alguém, sempre termina chegando aos ouvidos dos inimigos desta pessoa, acrescida da carga tenebrosa de veneno e maldade.
Por isso o guerreiro, quando fala das atitudes de seu irmão, imagina que ele está presente, escutando o que diz.
 Paulo Coelho

quinta-feira, 15 de julho de 2010

VEM, SERENIDADE!




Vem, serenidade!
Vem cobrir a longa
fadiga dos homens,
este antigo desejo de nunca ser feliz
a não ser pela dupla humidade das bocas.

Vem, serenidade!
faz com que os beijos cheguem à altura dos ombros
e com que os ombros subam à altura dos lábios,
faz com que os lábios cheguem à altura dos beijos.
Raul de Carvalho

TU TENS UM MEDO




Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.

E então serás eterno.

MONÓLOGO DE SEGISMUNDO (LA VIDA ES SUEÑO, Ato I, Cena I)



"Ai miserável de mim e infeliz!
Apurar, ó céus, pretendo, já que me tratais assim, que delito cometi contra vós outros, nascendo; que, se nasci, já entendo qual delito hei cometido:bastante causa há servido vossa justiça e rigor, pois que o delito maior do homem é ter nascido.
E só quisera saber, para apurar males meus deixando de parte, ó céus, o delito de nascer, em que vos pude ofender por me castigardes mais?
Não nasceram os demais?
Pois se eles também nasceram, que privilégios tiveram como eu não gozei jamais?
Nasce a ave, e com as graças que lhe dão beleza suma, apenas é flor de pluma, ou ramalhete com asas, quando as etéreas plagas corta com velocidade, negando-se à piedade do ninho que deixa em calma:
só eu, que tenho mais alma, tenho menos liberdade?
Nasce a fera, e com a pele que desenham manchas belas, apenas signo é de estrelas graças ao douto pincel, quando atrevida e cruel, a humana necessidade lhe ensina a ter crueldade, monstro de seu labirinto:
só eu, com melhor instinto,tenho menos liberdade?
Nasce o peixe, e não respira, aborto de ovas e lamas,e apenas baixel de escamas por sobre as ondas se mira, quando a toda a parte gira, num medir da imensidade co'a tanta capacidade que lhe dá o centro frio:
só eu, com mais alvedrio, tenho menos liberdade?
Nasce o arroio, uma cobra que entre as flores se desata, e apenas, serpe de prata, por entre as flores se desdobra, já, cantor, celebra a obra da natura em piedade que lhe dá a majestade do campo aberto à descida:
só eu que tenho mais vida, tenho menos liberdade?
Em chegando a esta paixão um vulcão, um Etna feito, quisera arrancar do peito pedaços do coração. Que lei, justiça, ou razão, nega aos homens - ó céu grave!
privilégio tão suave, exceção tão principal,que Deus a deu a um
cristal,ao peixe, à fera, e a uma ave?"

MONÓLOGO DE SEGISMUNDO (LA VIDA ES SUEÑO, Ato I, Cena I)
de Pedro Calderón de la Barca

quarta-feira, 7 de julho de 2010

ESTILOS DE SAUDAÇÃO

Um dos primeiros passos para se travar conhecimento com alguém está no cumprimento. Este momento delimitado por segundos pode dizer muito de si e da forma como deseja receber o outro. Um aperto de mão forte, olhar nos olhos e ser delicado podem ser cartões-de-visita valiosos uma promissora relação, pessoal ou profissional. 
APERTO DE MÃO

“O aperto de mão surgiu na Antiguidade para mostrar a alguém que não se portava arma. No seu significado mais antigo e lendário, um aperto de mão era a forma pela qual um deus concedia seu poder a um dirigente terrestre. Isso está gravado em diversos hieróglifos egípcios, em que o verbo “dar” é representado por uma mão estendida. Os historiadores e folcloristas acreditam que o aperto de mão seria um gesto de boa vontade: o homem primitivo, que andava sempre armado, estendia a mão, vazia, para mostrar a alguém que não portava armas e desejava a paz. Por essa razão, as mulheres, que não carregavam armas, tampouco tinham o hábito de apertar as mãos”.
 DÁ UMA CURVADINHA

Abaixar o corpo é a forma de cumprimento mais tradicional do Japão desde o século 8. Pode parecer simples, mas o ato de curvar-se em reverência, chamado de ojigi, é cheio de significados. Dependendo de como é feito, pode apontar o grau de importância tanto de quem é cumprimentado quanto de quem cumprimenta. Também é necessário trocar palavras apropriadas durante a saudação, e por isso não é raro que dois japoneses, ao se encontrar, façam cinco ou seis reverências enquanto conversam. Essa demonstração de respeito é tão importante que os nipônicos se curvam mesmo quando falam ao telefone.
REVERENCIA COM AS MÃOS

Usado principalmente na Índia, mas também em outros países asiáticos, o famoso Añjali Mudra pequena reverência com as mãos juntas do peito – pode ser feito em silêncio ou acompanhado da palavra namaste, que em sânscrito significa “O Deus que existe em mim saúda o Deus que existe em você”
 TCHAU

O velho e bom tchauzinho é um dos gestos mais comuns no mundo, sendo utilizado para cumprimentar de longe, em momentos rápidos, ou, ainda, ao se despedir de alguém. Acredita-se que sua origem seja parecida com a do aperto de mão, como demonstração de que a galera está desarmada
ALOHA!

Aloha em havaiano significa carinho, amor, paz, compaixão e misericórdia. Atualmente popularizado pela galera do surfe, em geral o shaka ou hang loose é feito junto com uma balançadinha da mão. No Havaí, diz-se que o gesto surgiu com um cara chamado Hamana Kalili, que perdeu os três dedos do meio num moedor de açúcar e, com isso, seu aceno de mão passou a ter apenas o polegar e o mindinho. Surfistas e crianças simpatizaram com a coisa e, em pouco tempo, já era uma tradição no país, se espalhando pelo mundo
 SINAL DE AMOR

O cumprimento ILY surgiu a partir da língua dos sinais de deficientes auditivos nos EUA, onde significa I Love You. Mas ele só espalhou mesmo como uma saudação corriqueira, nos EUA e Canadá, a partir do final dos anos 60, quando foi adotado pela galera hippie do paz e amor.”
 LEVANTAR A ABA DO CHAPÉU

A saudação em que se levanta dois dedos até certa altura da cabeça teve sua origem na corte de Luís XIV, conforme o estatuto social do interlocutor. Se fosse um homem importante, havia que se levantar o chapéu, para uma dama, retirá-lo completamente e para alguém de classe social inferior, apenas era necessário tocar na aba do chapéu.
CONTINÊNCIA

A origem exata da continência é incerta. Sabe-se que o cumprimento é usado como sinal de respeito, sempre com caráter militar, há séculos. A teoria mais aceita é que ela tenha surgido durante a Baixa Idade. “O cavaleiro levantava o visor do elmo para que outra pessoa o identificasse como amigo ou como membro do mesmo grau de cavalaria”, afirma o comandante Antonio Luiz Porto e Albuquerque, ex-professor de História Naval da Escola Naval, no Rio de Janeiro. “Ainda hoje, a saudação é feita olhando para a pessoa cumprimentada, identificando-a como parte das organizações defensoras do Estado.”
 JOÍNHA!

O dedão para cima é outra saudação quase universal. Mas o joínha” já teve outro significado ao longo da história. Na Antiguidade, por exemplo, representava desaprovação. Há até uma polêmica em torno de seu uso no Coliseu, em Roma. Em vez de um sinal para poupar a vida de um gladiador, alguns estudiosos dizem que platéia usava o dedão para cima quando queria a morte pela espada, escondendo o dedão caso quisesse salvar a pele do cara
BEIJO NA FACE

O popular beijinho na bochecha é comum em vários países, cumprimento que consiste em um meio abraço acrescido de um beijo simulado no lado esquerdo da face, podendo ser repetido no lado direito.Geralmente os homens não usam esta saudação entre si. Porém, em diversas regiões, como na Argentina e na Federação Russa, muitos homens também trocam beijinhos quando se encontram.
(Este artigo é o resultado da minha pesquisa na net)

sábado, 3 de julho de 2010


"O mal de quase todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio 
a ser salvos pela crítica." 
(Norman Vincent Peale)

sexta-feira, 25 de junho de 2010

INSENSATEZ


 Fotografia de  Luis Rodrigues
Ah, insensatez que você fez
Coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor o seu amor
Um amor tão delicado
Ah, por que você foi tão fraco assim
Assim tão desalmado
Ah, meu coração, quem nunca amou
Não merece ser amado

Vai, meu coração, ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade
Vai, meu coração, pede perdão
Perdão apaixonado
Vai, porque quem não pede perdão
Não é nunca perdoado 

Vinicius de Moraes

quarta-feira, 23 de junho de 2010


"Existem pessoas que acostumam-se com seus próprios erros,
 e em pouco tempo confundem seus defeitos com virtudes."

domingo, 20 de junho de 2010

FRIDA KAHLO


De 30 de Abril a 9 de agosto de 2010 Martin de Berlim-Gropius-Bau  um dos mais importantes salões de exposição na Alemanha irá dedicar uma ampla retrospectiva da importante artista mexicana Frida Kahlo.
O filme sobre sua vida o mundo já viu e o amor da vida dela todo mundo também já conhece, mas nesta exposição em Berlim traz quadros, cartas, fotos e desenhos da pintora.
Nascida em Coyoacán, Cidade do México, Frida Kahlo é uma das figuras de grande identificação da arte latino-americana. Ela se destaca como um das mais famosas artistas do sexo feminino da primeira metade do 20o século.
A vida amorosa de Frida foi intensa e apaixonada, marcada por infidelidades mútuas e envolvendo, também, casos homossexuais, se casou duas vezes (em 1929 e 1940) com o mesmo homem (Diego Rivera), e, oficialmente, a separação durou apenas um ano (1939-1940).
 A mãe de Frida não aprovou a união, dizendo que Diego era demasiado velho e gordo, além de comunista e ateu. O pai viu a possibilidade de mais alguém cuidar da saúde da filha, que aos seis anos contraiu Poliomielite e ainda sofreu um acidente ficando um imenso tempo presa em uma cama.
Frida passou o resto de sua vida sentindo dor como conseqüência de suas operações freqüentes.
Diego, que prometeu "lealdade" ao invés de "fidelidade", acabou por se envolver com várias mulheres ao longo do casamento, inclusive com a cunhada mais nova, Cristina (em 1934), o que acabou por provocar o divórcio (em 6 de novembro de 1939).
Nas Cartas apaixonadas de Frida encontramos frases que expressam sua dor por ter de enfrentar a traição da própria irmã - “Nunca sofri tanto e não pensei que pudesse suportar tanta dor (...), aqui no México, não tenho ninguém: tinha apenas Diego e as pessoas de minha casa, que encaram esta questão de um modo católico. As conclusões que tiraram me são tão estranhas que não posso contar com eles. Meu pai é uma pessoa magnífica, mas lê Schopenhauer dia e noite e não me ajuda em nada...”
“Perdi meus melhores anos sendo sustentada por um homem, sem fazer nada além do que julgava que o beneficiaria e ajudaria. Nunca pensei em mim mesma e, depois de seis anos, a resposta dele é que a fidelidade é uma virtude burguesa, que só existe para explorar [as pessoas] e para obter lucros econômicos. (...) Sei que fui tão estúpida quanto se pode ser, mas fui sinceramente estúpida. Imagino, ou pelo menos espero, que me recuperarei pouco a pouco. Vou tentar criar vida nova, colocando minha energia em algo que me ajude a superar isto da maneira mais inteligente.”
Frida produziu cerca de 150 obras e mais ou menos 50 foram auto-retratos.




sábado, 19 de junho de 2010

SONETO DE FÉ E DECISÃO






Escolhi prá mim a felicidade

Não importa lugar ou circunstãncia


Ser alegre pra mim é uma constância

Ser amado uma realidade



E me cubro com uma tal serenidade

Que nada consegue me abater

Tenho uma fé que me faz prevalecer

Ante toda e qualquer adversidade



Tenho força, coragem e energia

O Pai Onipotente todo dia

Realiza tudo aquilo que eu quero



Minha vida transcorre em harmonia

A cada hora a fé mais me contagia

Minha vida é bem mais do que eu espero.

Thiago El-chami

sexta-feira, 18 de junho de 2010

JOSÉ SARAMAGO

Nascimento - 16 de Novembro de 1922
Azinhaga, Golegã, Portugal
Morte - 18 de junho de 2010 (87 anos)
Lanzarote,Canárias, Espanha


“Dificílimo acto é o de escrever, responsabilidade das maiores. (…) Basta pensar no extenuante trabalho que será dispor por ordem temporal os acontecimentos, primeiro este, depois aquele, ou, se tal mais convém às necessidades do efeito, o sucesso de hoje posto antes do episódio de ontem, e outras não menos arriscadas acrobacias.” (…)
— Saramago, A Jangada de Pedra, 1986

quarta-feira, 16 de junho de 2010

OS GRANDES CLÁSSICOS DA LITERATURA JUVENIL




«Aonde fica a saída? Perguntou  Alice ao gato que ria. 
— Depende, respondeu o gato. 
— De quê?, Replicou Alice; 
— Depende de para onde você quer ir. (Alice no País das Maravilhas)



«Quando se sonha sozinho é apenas um sonho. Quando se sonha junto é o começo da realidade. (Dom Quixote de La Mancha)



«Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.(O Pequeno Príncipe)




«Um por todos, todos por um.( D'Artagnan e os três Mosqueteiros)



«Um malvado encantamento me havia preso naquele corpo
monstruoso. Somente fazendo uma moça apaixonar-se podia vencê-lo e
tu és a escolhida. Queres casar-te comigo agora?
Bela não fez repetir o pedido e a partir de então viveram felizes
e apaixonados. (A Bela e a Fera)



«Um dia, como de costume, a rainha perguntou ao espelho:
— Espelho, espelho meu! Há no mundo alguém mais bela do que eu?
— Sim, minha rainha!
 Branca de Neve é agora a mais bela! (Branca de Neve e os sete anões)



«O príncipe ouviu um barulho e se escondeu, mas pôde ver a
velha bruxa gritando sob a janela:
— Rapunzel! Jogue-me suas tranças!
O príncipe, então, descobriu o segredo. Na noite seguinte
foi até a torre e imitou a voz da bruxa:
— Rapunzel! Jogue-me suas tranças! (Rapunzel)



«Um moleiro, que tinha três filhos, repartindo à hora da morte
seus únicos bens, deu ao primogênito o moinho; ao segundo, o seu
burro; e ao mais moço apenas um gato. Este último ficou muito
descontente com a parte que lhe coube da herança, mas o gato lhe
disse:
— Meu querido amo, compra-me um par de botas e um saco e,
em breve, te provarei que sou de mais utilidade que um moinho ou
um asno.(O Gato de botas)




«João, dê-me seu dedo, quero sentir se já engordou!
Mas o esperto João, em vez de um dedo, estendia-lhe um ossinho de
frango. A bruxa zangava-se, pois apesar do que comia, o moleque
estava cada vez mais magro! Um dia perdeu a paciência.(João e Maria)



«O mensageiro fez Cinderela sentar-se e, para surpresa de
todos, o sapatinho serviu-lhe perfeitamente!
As duas irmãs ficaram espantadas, mas ainda mais espantadas
quando Cinderela tirou o outro sapatinho de cristal do bolso e
calçou no outro pé.(Cinderela)



«Muito longe da terra, onde o mar é muito
azul, vivia o povo do mar. O rei desse povo tinha seis filhas,
todas muito bonitas, e donas das vozes mais belas de todo o mar,
porém a mais moça se destacava, com sua pele fina e delicada como
uma pétala de rosa e os olhos azuis como o mar. Como as irmãs, não
tinha pés mas sim uma cauda de peixe. Ela era uma sereia.(A Pequena Sereia)

terça-feira, 15 de junho de 2010

sábado, 5 de junho de 2010

A VIDA SEM LÁGRIMAS






Pinturas de João Barcelos


Eu queria ser uma sinfonia  
Que compõe o amor
Desnuda de hipocrisia
Como o perfume de uma flor
Vou compor meus sentimentos
Na sinfonia do amor
Deixar aqui meus pensamentos
Que chora e sente dor
Desabafando assim minha amargura
Quero o amor resgatar
Vou colorir minha procura
Em aquarelas sem desanimar
Meus prantos já foram tantos
Mas chega de me lamentar
Vou esvaziar meus tormentos
A vida sem lágrimas planejar
Ângela Guedes