domingo, 20 de junho de 2010

FRIDA KAHLO


De 30 de Abril a 9 de agosto de 2010 Martin de Berlim-Gropius-Bau  um dos mais importantes salões de exposição na Alemanha irá dedicar uma ampla retrospectiva da importante artista mexicana Frida Kahlo.
O filme sobre sua vida o mundo já viu e o amor da vida dela todo mundo também já conhece, mas nesta exposição em Berlim traz quadros, cartas, fotos e desenhos da pintora.
Nascida em Coyoacán, Cidade do México, Frida Kahlo é uma das figuras de grande identificação da arte latino-americana. Ela se destaca como um das mais famosas artistas do sexo feminino da primeira metade do 20o século.
A vida amorosa de Frida foi intensa e apaixonada, marcada por infidelidades mútuas e envolvendo, também, casos homossexuais, se casou duas vezes (em 1929 e 1940) com o mesmo homem (Diego Rivera), e, oficialmente, a separação durou apenas um ano (1939-1940).
 A mãe de Frida não aprovou a união, dizendo que Diego era demasiado velho e gordo, além de comunista e ateu. O pai viu a possibilidade de mais alguém cuidar da saúde da filha, que aos seis anos contraiu Poliomielite e ainda sofreu um acidente ficando um imenso tempo presa em uma cama.
Frida passou o resto de sua vida sentindo dor como conseqüência de suas operações freqüentes.
Diego, que prometeu "lealdade" ao invés de "fidelidade", acabou por se envolver com várias mulheres ao longo do casamento, inclusive com a cunhada mais nova, Cristina (em 1934), o que acabou por provocar o divórcio (em 6 de novembro de 1939).
Nas Cartas apaixonadas de Frida encontramos frases que expressam sua dor por ter de enfrentar a traição da própria irmã - “Nunca sofri tanto e não pensei que pudesse suportar tanta dor (...), aqui no México, não tenho ninguém: tinha apenas Diego e as pessoas de minha casa, que encaram esta questão de um modo católico. As conclusões que tiraram me são tão estranhas que não posso contar com eles. Meu pai é uma pessoa magnífica, mas lê Schopenhauer dia e noite e não me ajuda em nada...”
“Perdi meus melhores anos sendo sustentada por um homem, sem fazer nada além do que julgava que o beneficiaria e ajudaria. Nunca pensei em mim mesma e, depois de seis anos, a resposta dele é que a fidelidade é uma virtude burguesa, que só existe para explorar [as pessoas] e para obter lucros econômicos. (...) Sei que fui tão estúpida quanto se pode ser, mas fui sinceramente estúpida. Imagino, ou pelo menos espero, que me recuperarei pouco a pouco. Vou tentar criar vida nova, colocando minha energia em algo que me ajude a superar isto da maneira mais inteligente.”
Frida produziu cerca de 150 obras e mais ou menos 50 foram auto-retratos.




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