terça-feira, 11 de agosto de 2009

DAS FORMAS DE AMAR (E DE EXPRESSAR ESSE SENTIMENTO)



Meu amor, amar é mais simples do que se poderia supor, sabias? Amar é mais fácil do que a gente imagina e há muitas maneiras, muitas intensidades de se sentir essa coisa.
Eu, por exemplo, quando digo "eu te amo" não quero com isso dizer que tu és o grande amor da minha vida, tampouco é uma promessa de que o que sinto será eterno.
Por isso, quando digo "eu te amo" não sintas medo e não entres em pânico de forma alguma, pois não imponho a esse sentimento qualquer tipo de responsabilidade recíproca. Não espero por esse sentimento qualquer tipo de resposta ou atitude, pois amar é sentir sem cobrar, sem querer nada em troca. Amar é simplesmente sentir.
E gostar também é amar, gostar muito é amar, sentir carinho é amar. É sentir vontade de abraço e de colo, mas não qualquer abraço, não qualquer colo. Amar é sentir um certo tipo de carência específica. Amar é vontade de emprestar o peito para deitares a tua cabeça. Amar é abrir a porta do carro para ti sem demagogia, amar é roubar uma flor e te dar, na impulsão do momento, sem me importar muito se gostas de flores ou não e sem ligar a mínima se o gesto parecer ridículo.
Amar é instável, pois amar é constante transformação. Amar é diferente hoje de amanhã. Por isso te amo a cada dia de uma forma, te amo até mesmo quando não amo, pois penso que essa seria apenas mais uma das inúmeras formas desse sentimento se manifestar. Não te amo hoje menos do que amanhã, tampouco amo mais, apenas amo diferente.
Te amo quando sinto tua falta e te amo até mesmo quando, por enquanto, não quero mais estar contigo. Te amo quando quero ficar em silêncio comigo mesmo e a tua presença não atrapalha o meu desatino.
Te amo quando estás longe e me sinto sozinho, mesmo estando junto aos meus melhores amigos. Te amo quando, em meio à conversa mais interessante, me desligo e me ponho a pensar no que tu estarias fazendo agora e como seria melhor se estivesses aqui participando disso que sequer consigo fazer parte direito. E não faço parte porque não estou aqui, e não estou aqui porque tu não estás aqui.
Também sei que te amo, quando estás comigo e sinto vontade de te abraçar além do teu corpo, de te abraçar além do que meus braços poderiam e de te beijar mais do que o tamanho da minha boca.
E sei, finalmente, que te amo, quando me ponho a escrever essas coisas, nessa forma silenciosa de gritar tudo o que sinto.

Publicado por Olegário Schmitt em 02/12/2008
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