quinta-feira, 27 de maio de 2010

SOU A QUE NINGUÉM VÊ



Sou uma navegante de névoa e de incerteza,
Sou uma otimista que vê oportunidade em cada dificuldade.
Sou a convivência com minha solidão,
Sou a simplicidade de um sorriso, cheio de harmonia.
Sou a que se revela à surdina uma maldita cheia de arrogância.
Sou linda como à tarde que se debruça lá na crista das serras,
Sou também um raio cruel em meio à tempestade no mar agitado.
Sou forte como uma fera que se levanta após ser ferida
Sou frágil como uma rosa que precisa ser regada
Sou a que idealiza e alegra-se por fazer parte deste grande Universo
Sou a que desfaz este ideal, não acreditando na humanidade.
Sou a que se liberta de um hábito atirando-o pela janela.
Sou a que fica presa, como uma rocha com uma corda presa no corpo.
Sou a que torna os problemas relativamente pequenos
Sou a que transforma um acontecimento banal numa tragédia.
Sou a que ninguém vê
Ângela Guedes
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