quarta-feira, 12 de novembro de 2008

AOS NOSSOS FILHOS


Olha as minhas meninas
As minhas meninas
Pra onde é que elas vão
Se já saem sozinhas
As notas da minha canção
Vão as minhas meninas
Levando destinos
Tão iluminados de sim
Passam por mim
E embaraçam as linhas
Da minha mão
As meninas são minhas Só minhas
Na minha ilusão
Na canção cristalina
Da mina da imaginação
Pode o tempo marcar seus caminhos
Nas faces com as linhas
Das noites de não
E a solidão maltratar as meninas
As minhas não
As meninas são minhas
Só minhas
As minhas meninas
Do meu coração
Chico Buarque



Perdoem a cara amarrada, perdoem a falta de abraço

Perdoem a falta de espaço, os dias eram assim

Perdoem por tantos perigos, perdoem a falta de abrigo

Perdoem a falta de amigos, os dias eram assim

Perdoem a falta de folhas, perdoem a falta de ar

Perdoem a falta de escolha, os dias eram assim

E quando passarem à limpo, e quando cortarem os laços

E quando soltarem os cintos, façam a festa por mim

Quando lavarem a mágoa, quando lavarem a alma

Quando lavarem a água, lavem os olhos por mim

Quando brotarem as flores, quando crescerem as matas

Quando colherem os frutos digam o gosto prá mim
Ivan Lins

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