quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

DOPPELGÄNGER


Existem dois de mim. Um que nada contra a correnteza e outro que se deixa levar por ela.
Um que sofre e vive em busca da felicidade e outro que aprendeu a ser feliz, sim porque é preciso saber sentir a felicidade.

A minha cópia está presa dentro da ilusão, mas o meu original está saindo da Matrix.
Existem pedaços de mim espalhados por aí, por toda parte.
Há ecos meus batendo nas paredes e voltando.
E o reflexo de minha luz ilumina o que ainda tenho de sombra.O duplo que me pluraliza nasce da minha singular existência.

Há um de mim que se revolta, brada aos quatro ventos que não aceita a subversão, mas o outro, passivo, calmo e manso que pasta silenciosamente pelo campo.
Um que sinaliza, outro que se esconde.
Nesse mesmo corpo coexistem duas criaturas, tão dispares e gêmeas ao mesmo tempo.
Ligadas pelo mesmo cordão umbilical e separadas pelo que são através de seus anseios.
Somos nós três juntos, o que vê e que narra o que é a metade rebelde e o outro a metade passiva.

Escrito por Andre Luis Aquino



Segundo as lendas germânicas de onde provem o monstro*Doppelgänger é um ser fantástico que tem o dom de representar uma cópia idêntica de uma pessoa que ele escolhe ou que passa a acompanhar (como dando uma idéia de que cada pessoa tem o seu próprio). Ele imita em tudo a pessoa copiada, até mesmo suas características internas mais profundas. O nome Doppelgänger se originou da fusão das palavras alemãs doppel (significa duplo ou duplicata) e gänger (andante, ambulante ou que vaga).

Origem: Wikipédia.

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