quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

MANIA DE PERFEIÇÃO

( Imagem Monika Helgesen)


Veja esta frase: "Não há nada tão bom que não possa melhorar"? Ou então esta "Se é pra sair bem feito, é melhor fazer sozinha"? há, como eu adotei esta postura, e muitas vezes, essa mania de perfeição atrapalhou muito, mas, por outro lado, rendeu alguns elogios... (Poucos é verdade)
Aqui em casa tenho fama de perfeccionista, mais muitas vezes confundida por (toc), brincam minhas filhas.
Elas me culpam por não saber fazer certas coisinhas domestica, porque eu não tinha paciência de ensinar, com medo da bagunçada que ia ficar.
Afinal, ser perfeccionista é uma qualidade ou um tremendo defeito?



Ana Maria Rossi, presidente da ISMA-BR (International Stress Management Association no Brasil) e organizadora do livro "Stress e Qualidade de Vida no Trabalho - perspectivas atuais da saúde ocupacional" (Editora Atlas), o perfeccionismo não apenas é uma doença como também pode provocar outras. "O perfeccionista é aquele que quer fazer tudo e tudo tem que ser 100%, como uma compulsão. O resultado disso é que ele se sobrecarrega profissional e emocionalmente", explica ela, salientando que a procura pela perfeição é frustrante e estressante uma vez que é irreal.
Ana Maria defende que há uma grande diferença entre excelência e perfeição. "As pessoas devem se dar conta de suas limitações e buscar fazer o seu melhor naquele momento e delegar o que não for sua especialidade", afirma. Segundo ela, os perfeccionistas estão sempre tensos, em estado de vigília. Por isso, têm mais tendência a ter enxaquecas, dores musculares e hipertensão arterial. "Para evitar que isso aconteça, em primeiro lugar, a pessoa deve se dar conta de que o perfeccionismo é uma deficiência e não deve ser cultivado. Em seguida, ela deve procurar fazer uma reestruturação mental e se reprogramar para não se colocar em situações de tamanho desgaste emocional", finaliza.
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